...da forma mais inesperada...

Terça-feira, 08 de Maio de 2007

Roubaste me a alma e o coração e com eles levaste todos os meus sentimentos, Os sentimentos que me nasceram da alma e que moravam no meu coração. Guardaste para ti os melhores e deixaste me a braços apenas com sentimentos mesquinhos e inuteis.

No dia que partiste, levaste contigo o melhor de mim e nesse dia não houve sol. Nem a lua se mostrou no céu ou as estrelas brilharam. O vento parou por uns momentos, quase espantado, e com determinação retomou a sua rota, estilhaçando tudo á sua passagem. Durante muito tempo deixei de reparar no vento, de sentir a chuva e ver as cores maravilhosas da vida. Durante muito tempo vivi como um autónoma, sem saber ao certo o que fazia e quais eram as razões que me moviam. Era inverno na minha alma.

 

Um dia reparei numa flor. E no outro a seguir no canto de um pássaro. O sol começou a aquecer me e lentamente voltava a ser primavera dentro de mim. As nuvens escuras ameaçavam passar e vislumbrei um céu maravilhosamente claro e brilhante no horizonte. E isso encheu me de esperanças.

 

Porque te aproximas quando o meu coração se quer afastar? Porque te sinto e pressinto quase como se fosses uma parte de mim que nunca poderei deixar de sentir? Porque continuas tão próximo, L. , tão próximo que quando fecho os olhos quase te consigo tocar? O que me une a ti? Que espécie de ligação é esta que me faz sentir a tua presença?

 

Neste tempo todo que passou sem te ver e sem te ter, fiz amor contigo muitas vezes. Fechava os olhos, amava te e depois encaixava me em ti e adormecia. Sentia o teu cheiro, o toque da tua pele, do teu cabelo mas era uma mistura tão grande de sentimentos que me faziam acordar, sentir me revoltada e odiar te por continuares ainda tão presente em mim. Como uma marca. Como uma ferida que demora a cicatrizar.

 

Levaste os sentimentos, mas como um ladrão que deixa vestígios, esqueceste te de uma parte de ti dentro de mim e eu não sei como a arrancar do meu coração, porque criou raízes que quase me sufocaram. Foram precisos quase 4 meses, 4 meses L., para conseguir apagar umas míseras fotos do meu computador! Porque não te queria ver mais. Porque tinha decidido que seria melhor assim. E no entanto, quando finalmente começava a enterrar os sentimentos e a dar paz a mim mesma, tu apareces e eu voltei a não saber como o fazer. Porque me confundes, me estremeces e me fazes acordar sobressaltada ao meio da noite de todas as vezes que sonho contigo? Diz me qual a tua essência para eu nunca mais a sentir e para me afastar dela quando a pressentir. Como te digo "amo te" sem sentir mágoa, se tudo o que vi nos teus olhos foi o espelho do que te diziam os meus?

 

sinto-me: Com saudades
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publicado por Carlita às 18:45

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