...da forma mais inesperada...

Terça-feira, 06 de Maio de 2008

Hi darlings, how are you?

 

Agora que regressei de London venho tão british, sei láááá! Super fashion, a acenar como a rainha e tudo e pior...com um sotaque de Mr Bean ("Heeeelloooooo"!).

Bom, resumindo em três palavras: ADOREI! ADOREI!ADOREI! Prometi ás minhas amigas que publicava um post únicamente dedicado á nossa viagem, por isso, queriduxas, para vosso deleite, aqui está ele.

 

Para a minha estreia pelos ares até que não me portei mal de todo. A experiência foi agradavel, tirando a parte da turbulência em que eu já só vi a cabeçinha dos passageiros que iam á minha frente a abanar e eu a pensar: "É agora. É agora que esta geringonça se desmancha toda e eu vou a pique lá para baixo. Pai Nosso...Avé Maria... Espírito Santo! Pai e mãe, gosto muito de vocês, adoptem os meus pinchavelhos. Lembrem se que se eu ficar irreconhecivel tenho um cicatriz na perna direita, uma cicatriz no dedo indicador direito e para alem disso, ainda tenho uns quantos dentes a mais."  Mas tirando o agouro, lá aterramos sãos e salvos. A C. foi a primeira a pisar solo inglês. Estavamos as três radiantes, apesar do mau tempo que se anunciava. O Hugh Grant não nos foi esperar ao aeroporto, porque entretanto ligou me a dizer que estava um pouco atrasado lás nas filmagens.Desculpei o e ligei ao Will (Princepe Willian, para os outros mortais) que nos foi logo buscar, com direito a comitiva de honras. Piadinha.

 

Depois da nossa primeira (de muitas) aventuras de comboio (next station: Virginia Waters e Waterloooooooo), lá chegamos ao nosso destino, onde a A. estaria supostamente á nossa espera: Ascot. Conhecem Ascot, onde se fazem aquelas famosas corridas de cavalos e onde as "lades" vão todas emproadas a exibir os seus belos chapeús? Pelos vistos, mesmo com kilometros de distância, com países pelo meio, a perseguição continuou. Por onde quer que olhasse, lá estavam os belos dos cavalos. Cavalos no campo...Cavalos a pastar... Cavalos a relinchar...Cavalos com mantas no lombo...Bares alusivos ao tema equestre... F****! M****! C*******!Raios partissem! Quando a sorte é muita e o destino manhoso, é assim, superfantabulástico! Mas depressa me abstraí, até porque da fogueira que havia no meu coração, neste momento já só restam umas míseras brasas que não dão sequer para grelhar umas feveras. Adoro me assim! Linda menina! Continuando: resolvemos esperar pela nossa amiga na esplanada de um café.

 

Calinada nº 1 da loira:  Dirigo me á empregada (inglesa, claro!) e saio me com um fantástico: "we want to go to the esplanate". "Esplanate"?Boa! É mesmo á Zézé Camarinha! Isto começou mal. O que vale é que a T. desenrascava se bem a speakar  e foi o que  nos valeu nesta viagem.

 

O nosso primeiro dia oficial em Londres foi (acho eu!) o único dia em que conseguimos sair de casa a horas minimamente decentes, digo, relativamente cedo, tendo em conta as inumeras coisas que queriamos visitar. A partir daí, as nossas saídas de casa foram se tornando cada vez mais tarde, mais tarde, mais tarde até que no último dia foi o descalabro completo! Quando chegamos a Cambem Market para fazer umas comprecas, comprar uns souvenirs e coisas assim, já estava o mercado a fechar. Hummm.... Muito gajedo junto é no que dá! Mas não houve crise,aproveitamos a coisa de outra maneira: fomos para um barzinho todo nice que lá havia, o Cuban, beber umas bjecas, espiolhar o gajo que estava a servir ao balcão (ai sim! era aquele que me fazia um filho e bem feito!) e dar ali uns pézinhos de salsa. A T. até fez um vídeo comigo a bailar, vejam bem a loucura! Obviamente, que para meu embaraço, não se cansava de o mostrar a toda a gente. Foi um fartote de rir, aliás como era sempre todas as noites em que reviamos as fotos que tinhamos tirado durante o dia.

 

Calinada nº 2 da loira:  Sábado á tarde. Picadilly Circus.Andavamos a modos que deslumbradas no meio das lojas chiquissimas da Channel, da Yves Saint Laurent, Dior etc a fazer as figurinhas deprimentes da praxe dos turistas, a tirar fotografias ao pé das lojas, porque entrar nelas....está quieta, abelha!

 

-"Vá agora tira-nos uma aqui em frente á Channel. Mas vê lá se apanhas bem o nome da loja, hã?"

Tipo...labregas mesmo, estão a ver? Tenho uma foto em frente á Channel..uau! que máximo! mas não entrei lá porque o chão daquela pôrra estava mais brilhante que eu sei lá e até tive medo de o ir conspurcar com os meus sapatinhos de 50 euros. Enfim, seguinte.Vislumbramos o Ritz!!!! Isto de se ser importada directamente de Vila Real de Santo António para Londres sem antes fazer um estágio numa barrica de carvalho françês (como os bons vinhos) é um choque cultural muito grande, é civilização a mais para tão poucos dias e a labreguice era mais que inevitavel. Confesso. Confesso que tive vontade de tirar umas fotos naquela porta giratória do hotel, ao lado do porteiro todo engalanado no seu smoking e chapeú alto. Era chique e fascinam me as portas giratórias, vá se lá saber porque. Faz me sempre lembrar o filme "Pretty woman", com a Julia Roberts. Mas não me atrevi.O Lord podia não gostar da brincadeira. Mas lá mais á frente estava o salão de chá do Ritz! Vitrines com chapeus deslumbrantes, chocolates e colares envoltos em tules e sedas....e uma porta giratória! Alto lá! Parou tudo! É que é já aqui! A boa da loira especa se de pernas e braços abertos em frente á porta, quase a tocar as paredes, com o bonito saquinho de plástico azul dos souvenirs nas manápulas e aí vai de fotos...

 

-" Vá  a entrar...agora fingo que acabei de sair...agora dou meia volta e olha por cima do ombro...agora..."

Estive imenso tempo naquelas poses e quando deu por mim, tinha a C. e a T. a rirem se a bandeiras depregadas á minha frente, incapazes de tirar mais uma única fotografia porque....atrás de mim já havia uma fila enorme de gente para sair. E eu ali estava, feita bronca, com o saquinho azul na mão... Ai socorro! Isto não aconteceu! Quero que o chão me engula e JÁ! Mas depois, quando fui ver as fotografias, descobri que estava ali no meu melhor, com um sorriso de orelha a orelhas, toda feliz.. Pois é, sempre tive artes de dama, obviamente que estava a sentir me no meu habitat. Foi o meu momento "Pretty womam".

 

O palácio de Buckingham foi um desconsolo. Tinhamos feitos tantos planos para essa visita memoravel! Até tinhamos combinado que eu levava os meus sapatinho de salto agulha na mala e os calçava lá para depois tirar fotos em frente ao palácio a acenar como as princesas e afinal...Mas o que era aquilo? Que raio de palácio é este que até tinha uns vidrinhos partidos numa das janelas? E não, querida T., o palácio não é cor de rosa (a T. pensava que o palácio era cor de rosa, mas confundiu com o da Cinderela). E onde estavam os guardas todos perfilados? Perdemos o render da guarda? Mas era tão cedo, a essa hora ainda estavamos nós em casa de pijama á dar á palheta. Isto foi um embuste! Adeus príncepes, adeus passeios no coche, adeus cocheiros nas masmorras.

Falando em guardas...Os guardas da cavalaria real são assim um bocadinho estranhos. Digo eu. Atribuo lhes a estranheza ao facto de estarem ali tantas horas em pé ou montados a cavalos, todos quietos. Então não houve um magano desses, com uma crina loira que parecia o cabelo da Barbie espetado no alto do capacete que me piscou o olho?!!! Era suposto eles nem sequer pestanejarem, não é? De podermos fazer as macaquices todas e mais algumas em frente a eles (entortar os olhos, deitar a lingua de fora, fazer cara de porco) e eles não reagirem?Também eu pensava que sim. Ainda bem que na altura não me passou nenhuma desta ideias brilhantes pela cabeça...porque aquele piscou me mesmo o olho!

 

-"Mau! A loira já está a fazer estragos logo no primeiro dia em Londres....está bonito...ainda ficas cá!" -  disseram a T. e a C. muito cumplices, mortas de riso.

 

Sim? E agora? Queria tirar um "pelingrafia"(autoria: Sequeira, 2008) ao pé do moço e agora nem me lá chego com medo que ele de enfie lá a baioneta afiada e brilhante pelas abas do casaco, me monte num cavalo e me leve para casa. Mas lá me convenceram a tirar a foto e ficou bem gira: eu de costas para o bonequito do cabelo de Barbie e ele com a cara voltada a olhar para mim. É ou não é para o albúm de recordações? "Ai quando eu era nova, nm os guardas da rainha me escapavam!!!"Lol.

 

Mas os jardins de Londres, em parte compensaram quase tudo, porque era magníficos, de um verde que não existe cá em Portugal e onde se respira um pouco de ar puro no meio de uma cidade tão cosmopolita e multicultural. Foi o que mais me fascinou, ver os ingleses aperceberem se de um minimo raio de sol, para se porem todos ao leu, esparramados na relva. Não admirem que achem o nosso país quente em Março. Pois, é normal.

 

Calinada nº 3 da loira:  A maioria das casas de banho públicas eram a pagar. Por outras palavras: queres mijar, metes moedinha, abre se lá a traquitana de ferro e psssssssss! A esperta aqui, não fez mai nada: não faltaria roubalhice mais grande,que até para mijar ter que pagar. Passei mesmo por baixo da gradezinha, em grande, numa boa, nas calmas. Só depois descobri que as casas de banho tiram camâras a filmar. Aiii, que  chique ir presa em Londres!

 

A C. tinha a paranóia dos horários dos comboios. Pelos vistos, da última vez que lá esteve, teve para lá um stress qualquer nos "trains" e ia lá ficando, pelo que se justificava as suas pressas súbitas quando se aproximava a hora do comboio:

-"Depressa! Depressa! Este já está "on time"! Ainda o vamos perder..."

Take it easy, girl! Ainda podemos escolher nas calmas a carruagem, de preferência os bancos de três lugares. Nada cá de corridas, por isso, põe te mas é fina e descontrai te. Ao andar de comboio, sentia me por vezes imensamente estúpida, porque nem imaginam, os "camones" são cá mais cultos!!!Não havia uma única alminha que nao estivesse sentado no comboio a ler o jornal. E nós ali, enfronhadas nos bancos: a C. sempre com os seus sunglasses postos, fizesse chuva ou sol, a T. quase sempre a arrochar de cabeça colada na janela e eu a pensar que tinha a minha pele toda poluída, porque fiquei traumatizada da primeira vez que me desmaquilhei lá e tirei dois algodões completamente negros da cara. Fazia me ali velha em pouco tempo, a alimentar me a fast food e a levar todos os dias com kilos de poluição em cima...vai lá vai.

 

Adorei particularmente a noite em que saimos de casa a falar um português muito cerrado e correcto e regressamos horas depois a speakar english em grande estilo. E não eram palavras soltas, não senhor! Eram frases completas e com muito sentido! É que nós não abiamos e descobrimos nesse dia, que as pints despertavam em nós, uns dotes linguísticos fantásticos. Bom, uma pint equivale mais ou menos a duas imperiais das nossas, estão a ver o filme, não estão? Então pronto, nao preciso de ir mais longe.

 

Foram dias fantásticos! Mas a verdade é que já começava a sentir umas saudadinhas do nosso Portugal. Saudades de um bom café, de não comprar tabaco a preços exorbitantes, saudades da água da Serra da Gardunha (glup!glup!tão mineralizada!), da comida saudavel feita ao fogão, de atravessar a rua e olhar primeiro para a direita e depois para a esquerda ( conheçem a condução de Inglaterra, não conheçem? Então experimentem andar em Londres, num carro português, a circular pela faixa da esquerda e a fazer rotundas...melhor que a montanha russa, garanto!), saudades de não fazer figura de otária a pedir coisas aos balcões e de não ficar a olhar com cara de lesma para as moedas na altura de pagar. Por falar em pagamentos, o brinco de 40 Libras da T. tem mesmo que passar a joia da família, com direito,a orelha no seguro e tudo.

 

No último dia estava triste e fartei me de chorar quando me despedi da A. Devia ser a aproximação dos 30 anos. Aquela Rise Road numa mais vai ser a mesma sem nós. Os ingleses vão sentir imensas saudades do nosso reportorio musical ao bom estilo português nos finais das tardes. Não.Definitivamente, Londres não vai ser a mesma sem nós. Nesse último dia, eu e C. apanhamos um banho brutal de civilização que possivelmente nos durará para a próxima vida. Num único dia conseguimos andar de todos os transportes, exepto de barco e pouco faltou. Quando chegamos ao metro de Lisboa, olhamos o desenho do metro, olhamos umas para as outras e escangalhamo nos a rir. Comparado com o de Londres, é de uma simplicidade exepcional.

 

É bom viajar, mas sem sombra de dúvidas, o bom mesmo é regressar ao nosso país. "Oh Portugal, lovely country" (a C. no seu melhor quando pisou solo lusitano). E é bem verdade. Da minha parte, a primeira coisa que fiz mal chegei, foi logo tabaquear o assunto á porta do aeroporto (ehh, hábeatas no chão! que fixe! Estamos em Portugal!) e depois enfardar um bela sopa da pedra com direito a todos os enchidos e mais alguns. É que não há mesmo comida como a nossa.

 

Próxima aventura: CABO VERDE! Praias de água quente, funáná, taraxinha, moambas, pau de cabinda...aí vamos nós!!!

 

Ps: Meninas, esta não podia faltar! C´um caneco!!!!

 

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sinto-me: with saudades
publicado por Carlita às 20:30

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