...da forma mais inesperada...

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Acho que ando a precisar de férias novamente...Não é por nada, não é que eu não goste de trabalhar ou isso, mas a verdade é que ainda nem há um mês que começei a "workar" e já sinto necessidade de uns quantos diazinhos de repouso. Será que estou a ser atingida pelo chamado "stress pós férias"? Deve ser isso.

 

Há já imenso tempo que não blogava. Também não tem acontecido nada de extraordinário nestes meus diazinhos sempre iguais, tirando os stresses com as "pipilins" que são sempre muitos e variados: ora sobem para aqui, ora pulam ali, agora partem além.Não queria eu gatos? Então agora amanho me a eles...Tenho assim uma vaga esperança que esta loucura de parecer que têm molas nas patas seja apenas uma fase e que quando cresceram sejam duas gatinhas normais, daquelas que se enroscam a nós no Inverno e se aninham no cantinho delas sossegadas, sem chatear muito.

 

Hoje o Dalai Lama chegou a Portugal. Gostava imenso de ouvir uma palestra dele, inundar o meu cérebro de mensagens de amor e não-violência, banhar me naquela imensa e profunda sabedoria tibeteana para ver se me passavam mais as ganas que ás vezes tenho de apertar o pescoçinho a alguém...E por falar em pescoçinhos...Bem, eu não queria dizer isto assim, em público, estão a ver...mas não é por nada, epahhh, não é mesmo por nada, mas aquela "certa pessoa" anda a despertar em mim uns sentimentos um pouco contraditórios. Ora o amo, ora o odeio, ora não quero saber dele para nada, tenho dias que nem me lembro da existência de tal ser vivo, ora tenho momentos de uma paixao arrebatora capaz de me fazer agarrar a ele como uma carrapata. Eu não sei lá que sentimento é este...  mas andá  a modos que a deixar me louca, um tanto ou quanto fora de "moi mêmê". Já vi gente a ir para o hospício por menos.

 

Definitivamente, vou sintonizar a minha alma no canal do Dalai Lama (hummmmm....mmmmmm.....ohmmmmmmm.......).Pode ser que absorva algumas energias e me torne numa pessoazinha melhor.

 

 

"De um modo geral as etiquetas de bom ou mau, bonito ou feio que aplicamos aos seres e ás coisas são determinadas pelo nosso desejo. Dizemos que é bom aquilo que gostamos e mau aquilo que detestamos. São fabricações do nosso espírito. Se a beleza realmente existisse no objecto em si, seriamo todos irresistivelmente atraídos pelas mesmas pessoas e pelos mesmos objectos.

O desejo sexual, que focaliza simultaneamente todos os nossos sentidos, exerce em nõs um efeito particularmente poderoso, capaz de transformar as nossas percepções de uma maneira radical. Quando estamos apaixonados, o homem ou a mulher que desejamos parece nos sob todos os pontos de vista, perfeito, imutavel, digno de ser amado para sempre. Cada detalhe da sua pessoa possuí uma aura extraordinária. Não imaginamos poder viver sem ele ou ela. Infelizmente, como a mudança faz parte da propria natureza das coisas, aquilo que apercebemos como adorável pode de um momento para o outro perder o seu lado atractivo, na sequência de uma palavra, um gesto, mesmo ínfimo. Pior ainda, se descobrirmos que a pessoa que aos nossos olhos era totalmente perfeita gosta de outra pessoa, ela pode no mesmo instante tornar se absolutamente detestável.

Se este tipo de apego pesa demasiado sobre vocês, examinem a situação tranquilamente e sob todos os ângulos possiveis. Considerem que tudo está sujeito a flutuações, e que o bom e o agradável são simples fabricações do nosso espírito. Assim poderão certamente adquirir outro ponto de vista. Ás vezes basta pensarem no modo como iriam perceber o objecto do vosso amor se soubessem que ele vos engana, ou ainda imaginá lo a fazer qualquer coisa que não corresponde de todo á imagem ideal que têm dele.

Devem distinguir o verdadeiro amor do apego. O primeiro idealmente não espera nada em troca e não depende das circunstâncias. O segundo pode mudar em função dos acontecimentos e emoções.

A relação amorosa, que depende em maior ou menor parte da atracção sexual, só poderá ser autêntica e duradoira se a escolha do vosso parceiro não se basear únicamente na atracção física, mas também num conhecimento e respeito mútuos

Dalai Lama em "Conselhos do Coração"

 

 

São realmente palavras sábias.

 

 

publicado por Carlita às 19:53

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