...da forma mais inesperada...

Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Não sei o que se passa comigo, mas ultimamente ando numa maré de azar que até estou a pensar seriamente em ir benzer-me.

 

Acho que para além dos dons divinatórios tão frequentes na minha pessoa, desenvolvi um talento qualquer que influi electronicamente nos aparelhos.

O computador que há uns tempos estava pela hora da morte, um dia funcionava razoavelmente bem e no outro dá lhe tinha dado a paradinha. O telemovel comprado á coisa de 3 meses, numa noite recebia mensagens e fazia tudo o que compete a um telemovel, desligei o sãozinho de todo e nunca mais voltou a acordar. Ontem foi o electrocardiografo do serviço:não fazia registos de espécie alguma e hoje veio á vida por umas horas. Eram 9h, tinha montes de gente á espera e o magano a fazer pirraças.

-" Ai o senhor desculpe, mas acho que o aparelho avariou-se...eheheeh...(riso amarelo)... não funciona (filho da p****, cabr** de m*****, logo agora é que te havia de dar para isto!!!).

E depois como as hieraquias funcionam muito bem, como os chefes e responsaveis geralmente só têm porte e habilidade para mandar postas de pescada a quem trabalha,quando têm que resolver alguma coisa, sacodem daí as unhas.

-" Esse problema não é nada comigo... tem que ser resolvido com a X da secçao Y".

Mas a pessoa X da secção Y também não sabe e remete o problema para a pessoa XY da secção Z. Agora, uma pergunta legitima: se não sabem resolver problemas dos empregados, para que servem os supostos chefes? É que se for só mesmo para andar a mandar bitaites para o ar e por os outros a baterem-me continência, digo já que EXIJO ser chefe... Não importa do que. O que importa é mandar. Que para isso, já eu nasci ensinada. Gruuunnnf!

Fiz o que me competia: tive um problema e comuniquei-o á autoridade competente. O aparelho continua avariado. As pessoas continuam a ir lá e a terem que ir embora. Já alguem me reportou alguma resposta? Não, Então, quando as pessoas quiserem reclamar (e estão no seu pleno direito) sou eu propria que as encaminho para o famoso livrinho amarelo. Ide, ide e reclamai,... reclamai muito. Pode ser que assim façam alguma coisa.

 

Como é que uma pessoa pode andar sãzinha do juízo com estas coisas? Não há condições. Desde que ontem enfiei o telemovel dentro do frigorifico e andei depois horas á procura dele, a chorar baba e ranho como a desgraçadinha do filme que acaba sempre mal, apercebi me que realmente há qualquer problema com as minhas sinapses de neurónios. 

Quando fui ao médico e lhe pedi:" por favor, receite me qualquer coisa antes que eu me demita e mande esta m**** toda á fava"e  ele receitou-me um medicamente inserido na classe dos antipsicóticos, aí percebi que a coisa andava mesmo muito negra para os meus lados. Podia cometer um assasinio e depois ser dada em tribunal como imputavel....

 

Por isso, CUIDADO comigo... :)

 

publicado por Carlita às 22:27

Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

É assim....nem tudo é mau no reino das novelices. Ás vezes dão-nos a conhecer pérolas destas.

 

E o menino, dentro do género, canta bem sim senhor.

 

publicado por Carlita às 14:00

Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

Ontem á noite perdi-me em frente á tv ( coisa rara!! só me posso dar a estes luxos nos fins de semana) e fiquei a ver a comédia "Nunca é tarde para amar" com a Michelle Pfeifer e o Paul Rudd.

 

Prontos, ver filmes destes, só traz ideias infelizes e perguntas questionáveis que não têm resposta. Ou se calhar até têm a resposta mais óbvia do mundo que é: "Porque aquilo é um filme, não é a realidade...daaaahhhh!" Pois, não é a realidade mas podia muito bem ser, porque não? Coisas fofinhas e queridas a aconteceram-nos....

 

Convenhamos que o Paul Rudd também dá uma ajudinha. Aquele ar naif , fofinho, com cara de quem acabou de sair dos lençois e barba de 3 dias... derrete corações.

 

 

(imagem retirada da net)

publicado por Carlita às 18:15

Há verdades que nos libertam.

 

Quando sentimos que uma bolha imensa vai crescendo dentro de nós, se vai apoderando de todo o nosso ser e envenando a nossa capacidade de agir e pensar racionalmente, está na hora de nos libertarmos desse veneno.

 

Todo o ser humano tem um lado negro. Aquela parte no fundo de nós que não sabemos que existe ou fingimos que não existe. Que escondemos a todo o custo e com a qual nos evitamos confrontar. Mas ela existe. Está lá.

Tristemente pensamos que não somos capazes de ter maus sentimentos ou pensamentos. Os outros sim, mas nós não. Mas temo-los e sufocamo-los porque achamos que não se coadnuam com aquilo que um ser humano é. Não se ajusta nas nossas medidas.

Recalcar esses sentimentos, não lhes dar ouvidos, são a sua forma de ganharem poder . E adquirem um tal poder, que um dia damos por nós completamente obcecados e cegos. Suga-nos como um remoinho. Toda a nossa vida,acçoes e pensamento giram em torno daquele sentimento mesquinho. Que não identificamos e que no inicio apenas nos incomoda. Damos-lhe a roupagem que achamos conveniente para poder ser aceite pelos outros. Mas mesmo ao falarmos sobre isso, não nos sentimos melhor.

 

Não sei de onde vêm esses sentimentos. Certamente não será do coração. Certamente será daquele parte mais sombria que todos nós possuimos, o Mr Hide privado de cada um. Não, sentimentos desses não podem nascer do coração....

 

Só quando nos confrontamos com ele, é que entendemos. Só quando o exprimimos, é que verdadeiramente nos libertamos. Com raiva, com dor e angustia. Aos ouvidos alheios pode parecer uma blasfémia. Quem nos conhece verdadeiramente não nos reconhece. Mas é só com essas pessoas que conseguimos libertar os nossos demónios, porque sabemos que não nos vão julgar nem condenar. Estão ali simplesmente para nos ouvir, como numa espécie de exorcismo.

 

E foi assim que  libertei o veneno que me andava a corroer há algum tempo.

Depois de ter dito tudo o que sentia, entre lágrimas, da pior maneira com as piores frases, depois de ter dado asas ao meu demónio para se manifestar... ele foi-se embora. Deixou me com um enorme sentimento de paz e tranquilidade. Apercebi-me que todo o poder que ele tinha dentro de mim, já não existia.

Confrontei-me com a pior parte de mim e disse para mim propria que nunca mais queria sentir-me assim. Que nunca mais queria deixar que um sentimento tão feio e tão baixo dominasse a minha  vida a ponto de quase me enlouquecer.

 

Há verdades que nos magoam mas acima de tudo, deixam nos livres.

publicado por Carlita às 17:29

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

É verdade, juro, não tenho nada contra o Carnaval.  Até me divirto, danço que me desunho e quando era mais nova( quem me ler até vai pensar que já sou um dinossauro)  até me mascarava. 

Até aos meus 11-12 anos não havia Carnaval que eu não estivesse já prontinha para a cowboyada, Mas confesso que tive alguns traumas : um ano mascarei me de Capuchinho Vermelho e perdi a cesta; noutro mascarei me de fada e perdi a varinha; noutro ainda mascarei me de sevilhana e perdi os brincos... Prontos, o adereços incomodavam me

.

Depois passei muitoooosss anos sem me fantasiar. A última tentativa foi frustada, porque a fatiota de borboleta que tinha comprado com tanto empenho ( e até tinha umas asinhas com uns brilhantes e tudo!)  acabou estraçalhada por uma tesoura num ataque de neuras!!! Como ainda não ultrapassei o trauma, nunca mais me disfarçei.

 

Diz-se que no Carnaval, cada um se revela como gostaria de ser. Não tenho nada contra. A ser verdade, que  dizer dos homens que se mascaram de mulheres? Porque, meus amigos,acreditem, eles adoram transvestir-se nesta altura. Eles são collants de vidro, mini-saias, salto alto ("ui! ui! como é que vocês aguentam andar em cima disto?"), top a mostrar os pêlos do umbigo e carteira de lantejoulas...ADORAM! Que dizer então, das mulheres que se mascaram de homens? Pior, de criaturas que se mascaram de bichos estranhos, como aranhas,tartarugas ou .....galinhas? Essa teoria deve ser verdadeira...Eu cá nunca me iria mascarar de homem. Só de imaginar ver-me de bigode até se me arrepiam os pêlos dos braços!!! Com a minha tendência para a ditadura domèstica (lol), se me pusessem um bigode, pouco faltava para me parecer com o Hilttler.

Mascarar por mascarar, olha, lá iria despontar a miinha veia feminina, quiçá uma Cleopatra, quiçá uma Afrodite, uma Marylin Monroe ou uma Cinderela (foleiro, eu sei...mas que fazer? adoro aquelas fatiotas dos contos de fadas de antigamente).

 

Depois no Carnaval, acontecem coisas estranhas. É impressão minha, ou aqueles disfarçes em que não se consegue ver mesmo quem está por trás, emparvalhece-se as pessoas? As pessoas armam-se em parvas mesmo á nossa frente e só nos apetece dar lhe um par de lambadas... mas não podemos, porque é Carnaval e ninguém leva a mal.

 

Depois ouvem-se comentarios assim um bocadinho evitaveis, têm se conversas surreais.

 

-" Então estás mascarada de quê?"

-" De vampira..."

-" Hummm... então e os adereços?"

-" Ahhh, não é preciso... ando disfarçada, como aqueles daquelas séries da tv"-

 

E depois no Carnaval, constantamos que os nossos ex-namorados engordaram tanto que até começamos a esperar vê-los num documentário qualquer da BBC sobre baleias ou as morsas....e nós... estamos iguais, não aumentamos uma grama...EEEEHHHHHH! Chegamos então á brilhante conclusão:

 

 

 

sinto-me: Contagiada
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publicado por Carlita às 13:49

Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

A quantidade de borbulhas nojentas que me irão aparecer durante este fim-de-semana será directamente proporcional á quantitade de Maltesers devorados ontem á noite ( ou seja 250 gr de borbulhas espalhadas por aqui e por ali).

 

Também é Carnaval... sempre posso dizer que estou disfarçada de teenager inconsciente.

sinto-me: Carnavalesca
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publicado por Carlita às 16:36

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Agora que chegou o novo ano, entrei nele cheia de novos projectos.

 

Um deles é mudar de emprego, o que implica mudar de localidade, o que por consequência se traduz num mudar de casa, de amigos, de ambiente. Pelo andar (Iento) da carruagem, sei que se continuar aqui durante muito mais tempo, os danos causados na minha psique serão irreparaveis. Não é que eu ande assim propriamente sã das ideias, mas apercebo-me que á medida que o tempo passa, os estragos vão sendo mais profundos. Por isso mesmo, este ano deitei mãos á obra e resolvi ser pro activa e procurar novas perpectivas de emprego.

 

A verdade é que me custa um bocado largar a comodidade e a segurança a que me habituei mas apercebo-me de que isso neste momento já não me traz felicidade. Quero ( e preciso!!!) de por uma vez na vida, dar um salto sem rede.

 

A procura de emprego não tem sido fácil. Aliás, não entendo como existe uma taxa de desemprego tão grande no nosso país!! Aliás, se calhar até entendo: há de facto muitos anúncios de empregos mas a maior parte das pessoas não reúne os requisitos do perfil pretendido. Cada vez mais os empregos são baseados nas novas tecnologias... ainda por cima, com nomes em inglês. Quase que é  preciso ir para a universidade só para decifrar o que é que eles querem dizer com aquilo... "Brand-manager", "key-acount", " Consultor Oracle" entre outras coisas. Onde estão os engenheiros informaticos? Os electricistas? Os pedreiros? Os senhores que conduzem as gruas ( serão gruistas?)? Coisas simples, chamadas pelo nome. É fácil e mais acessível. Uma pessoa perde logo as expectativas todas quando lê anuncios destes.

 

Pela parte que me toca, resolvi enviar CVs a torto e a direito e investir mais a fundo na minha formação. Enganem se se pensam que uma pós-graduação ou um mestrado vai mudar muita coisa. Em certas áreas, sim, pode de facto fazer toda a diferença, mas na minha não. Aliás, se nem como licenciada e a trabalhar para o Estado sou paga como tal, iriam me pagar como Pos-Graduada? É que sim... Já é uma luta constante há anos só para sermos pagos como Técnicos Superiores que somos.

 

Sou apologista de que possuir uma qualquer formação superior é de facto uma mais-valia, mas não abre portas a muitas possibilidades de emprego. Pelo menos, nas areas que estão cada vez mais saturadas, como a saude e o ensino. E há bons empregos, bem pagos, que não é necessário passarem-se anos a queimar as pestanas. Cada vez mais se está a apostar na formaçao tecnologica dos jovens e concordo plenamente. Para quê tirarem um curso, se as perspectivas de emprego na area são baixas ou nulas? Depois lá vão a caminho do IEPF, onde possivelmente tiram um curso médio que lhes abre as portas do mundo do trabalho. E o canudinho fica encostado a um canto. E quando tem possibilidades de irem exercer a profissão, já estão "desactualizados" e sem motivações. É triste, mas é a realidade do nosso país.

 

Dado o panorama actual, sei que não me posso limitar á procura de emprego na minha area profissional ( havia de ter bigodes e de andar de bengala quando arranjasse qualquer coisa, num sitio que gostasse )por isso optei por ir  tirando formações noutras areas.

 

É a típica força de vontade ferrea do Touro: quando quer muito, muito, muito uma coisa.... vai á luta e... não baixa os "cornos"!

publicado por Carlita às 20:20

Terça-feira, 09 de Fevereiro de 2010

Tive vontade de ir correr para a estação dos caminhos-de-ferro e saber o horário do próximo comboio, para me deitar na linha á espera que ele me passe por cima no dia em que vi um chinês montado num bruto Jaguar e uma cigana a receber uma reforma de mil e tal euros nos CTT!!!!

 

Quem é trabalhador, paga as suas continhas e faz os seus descontos, certamente entender-me-á.

 

Ganinhas de me por com os olhos em bico e de me registar como "lela" no Arquivo de Identificação...

publicado por Carlita às 21:17

Segunda-feira, 08 de Fevereiro de 2010

Estar cansada JÁ numa segunda-feira, acho que não agoura nada de bom para os dias que se avizinham....

 

Quer dizer, era para estar aí mais fresca que uma alface, cheia de energia Galp mas não. Acordei rabujenta, com vontade de dormir mais. Acordei malvada. Mais: acordei com as ganinhas todas de mandar o mundo á merda e que ninguém me pergunte o que tenho.

 

Vá, já que insistem: O que tenho? Sono. Muito sono. E uma necessidade urgente de férias... não uma semana ou duas. Para aí no mínimo 3 meses. Numa ilha da Polinésia Françesa ou num qualquer outro lugar bem longe daqui, onde não se ouvisse falar de crises, orçamentos de estado duvidosos e casamentos gays. Longe de tecnologias como telemoveis, televisão e internet( uiii!!! conseguiria?). Só me, my-self and I. E quando me sentisse sozinha, estalava os dedos e aparecia me companhia... e quando me fartasse da conversa, estalava novamente os dedos, e voltava a estar outra vez sozinha.

-" Psssstttt! Caluda que estou farta de te ouvir... e para não me chateares muito, olha ali um elefante cor de rosa ás risquinhas azuis..." e pufff! Um simples "clac" de dedos e eis me novamente na paz, entrege aos meus devaneios.

 

 

Aiiii... deixem me lá mas é tomar os comprimidinhos....

 

publicado por Carlita às 20:16

Quinta-feira, 04 de Fevereiro de 2010

 

...e quando uma mulher quer mudar o que está dentro da cabeça?

 

... Muda de visual: pinta o cabelo. Para o descalabro ser ainda maior (ou seja, igual á mudança que quer efectuar ou, por outras palavras, directamente proporcional á loucura e confusao que reinam naquele cerebro) faz uma franja!!!!

 

 

(imagem retirada da net)

 

 

Muito lógico e racional, de facto!

publicado por Carlita às 21:07

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