...da forma mais inesperada...

Quarta-feira, 20 de Setembro de 2006

 

 

  Hoje sinto um poucp melancólica(ao meio da semana dá me     sempre a paradinha).

Não sei do meu Kki ha uma data de dias. Para quem não saiba, o "kiki"é o meu gatinho. Na sexta á noite saiu para as curvas e até agora não voltou. No principio não me preocupei, ele faz me destas muitas vezes, mas ja era  altura ter voltado para casa. Os piores cenários ja me passam pela cabeça, desde imagina lo fechado num sítio qualquer, a morrer de fome para aí em qualquer canto, despedaçado com as tripinhas de fora numa beira de estrada.  Até ja lhe chamo o "meu falecido kiki!"

Nunca pensei sentir tanto a falta de um animal de estimação. Tive muitos quando era pequena, todos do mesmo género e raça, gatitos rafeiros apanhados por aí ao Deus de Ará. Tudo o que tinha pêlos e miava, lá tinham a sina de ir para casa aqui com a boa da amiga. Claro que nas minhas santas mãos, não havia gato bravio que não amolecesse, tais eram as esfregas de mimos que eu lhe dava. Tornavam se todos nuns "passa-moles". O meu kiki não foi exepção.

As pessoas  mais religiosas costuma dizer que têm um "anjo da guarda"; outras preferem dizer que têm um "cão de guarda".  Eu cá tenho (ou tinha) um "gato de guarda". O abençoado bichinho não me desamparava a loja todas as manhas até eu sair de casa para ir trabalhar. Á hora de almoço, la estava ele, todo estiraçado na cadeira preferida,a saudar me com olhinhos de sono. Nem na casa de banho tinha sossego. Houve uma altura que adorava sentar se ao lado da banheira á espera que eu saisse do banho.

E com a comida?!Nunca conheci animal mais guloso. Bastava ouvir o bater dos pratos  e talheres á hora das refeições,para aparecer logo por artes mágicas. Há muitos milagres por esse mundo fora, sem dúvida, mas o que eu mais presenciei foi o "milagre da fatia de fiambre"(Finíssimos Nobre, porque o meu Kiki era um gatinho gourmet). Podia até estar nos "esconso" do inferno, que em lhe cheirando a porquinho fumado e curado, lá vinha ele, todo arteiro.

Costumo dizer muitas vezes que quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais. Ao menos eles são o que são e nao dissimulam. São afaveis, amigos, carinhosos, companhia para todas as horas. Não chateiam, não têm conversas da treta, não têm momentos de crise existencial, não tentam mudar o canal da tv, não se importam se nos quisermos alargar no sofá,a nossa comida é sempre a melhor,squeçem sempre os ralhos e vêm ter conosco quando querem mimos e atenção.  O meu animal de estimação era de facto um grande amigo e uma exelente companhia.

Mas como todos os amigos, tivemos alturas em que nos arreliavamos. Ele era teimoso e eu mais teimosa que ele. Adorava esgueirar se para os quartos quando pensava que eu não o estava a ver.Ou para a janela. Ou para a casa da vizinha. Ou para cima da mesa. Quando finalmente lhe conseguia deitar a mão (sim, porque nessas alturas, na altura da asneira, o bicho não andava, VOAVA) dava lhe a costumada ensaboadela. Ele olhava para mim, com a cabeçita de lado, os olhos revirados, a olhar para o ar, com cara de quem não entende nada e de nada tem culpa. Pois, pois, "quem foi que comeu as espetadas dos donos?".

Eu gosto especialmente de gatos porque acho que eles têm um sexto sentido muito apurado. Conseguem sentir  vibrações que nós, humanos, não conseguimos. O meu gato conseguia sempre distinguir as pessoas que costumavam frequentar a minha casa. Apesar de ser um "borradito"que ao menor barulho corria a esconder se(o melhor esconderijo dele foi debaixo de um armário), conseguia aperceber se do íntimo das pessoas que iam a minha casa.  Dos meus verdadeiros amigos ele nunca fugiu, se fugiu foi nos primeiros minutos, para depois se vir roçar nas pernas e deixar que lhe fizessem festas. Aos outros, nunca lhes deixou por a mão em cima. É estranho, mas é verdade.

Ja estou tão habituada á companhia dele que estranho imenso o facto de chegar a casa e não ter ninguém que eu saiba que está á minha espera. De lhe passar as mãos no pêlo e lhe dizer que ele era o mais lindo dos gatinhos. Eu sabia que não era, mas sabem como é?Quem ama o feio, bonito lhe pareçe, e o meu gato, apesar de ser um bocadito desdentado, para mim era o "mister gato".Também, ninguém é perfeito!!! Á custa de não ter muitos dentes(alguma desgraça que lhe aconteceu antes de conhecer o paraíso da minha casa) engasgava se muitas vezes com a comida.

Não conto das malandrices que ele fazia, porque se errar é humano fazer asneiras é um dom dos animais, e muitas vezes sei que não o fazia por mal.Era instintivo.

Não consigo entender quem diz que os animais não têm alma. A meu ver, têm. Quem nunca reparou no olhar triste de um cão de rua, ou no olhar de brincadeira de um cachorro, ou no olhar melancolico e pacífico de certos animais?Trazem a alma estampada no olhar.São como as pessoas e têm raciocínio e compreensão de muita coisa, que ás vezes nos escapa. O meu Kiki tinha um olhar meigo, um tanto ou quanto traquinas quando estava voltado para a brincadeira. Era fácil gostar se dele. Até o meu namorado, que era averso a gatos, ele conseguiu conquistar!!! Claro que quando ele não estava, o meu gato era o senhor e rei do território mas a partir do momento em que o meu namorado entrasse em casa,acaba va se o domínio. Afinal, numa capoeira(mesmo só com uma galinha), só um galo pode cantar!

Se os gatos têm sete vidas, será que os meu já as gastou todas?! Duas ou três pelo menos que eu saiba ja deve ter perdido., fora aquelas que eu não sei.

Só espero que ele esteja bem ou que no mínimo não esteja a sofrer. Apesar de ser um animal, tenho lhe amor e carinho como se fosse uma pessoa, um amigo íntimo e especial.  Esta é a melhor homenagem que lhe posso prestar, já que nada mais  posso fazer. Esta é a homenagem ao meu Kiki.

sinto-me:
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publicado por Carlita às 20:11

Sexta-feira, 01 de Setembro de 2006

Hoje apetece me falar de saldos, aquelas épocas tão ansiadas e desejadas por qualquer mulher que se preze. Eu, como boa representante da minha espécie, adoro ir aos saldos. Melhor dizendo, adoro ir ás compras em qualquer época do ano. Mas os saldos...ahhhh!os saldos!!!Só quem é mulher compreende.Aquele top fantástico que namoramos meses na montra, aquele par de sandálias magnífico (que só por um acaso "combinam na perfeição com aquela saia branca, sabes querido"?),aquele taileur que da sempre usar em qualquer ocasião e tudo...imagine se!! A metade do preço!!! É de enlouquecer qualquer mulher, aquelas letras gordas mesmo a saltarem nos diante dos olhos, impossivel não reparar...e não entrar só pela curiosidade.

Eu tenho uma teoria sobre os saldos:"quem vai aos saldos paga e leva...ás vezes uma grande barretada".  Qual não foi a mulher que nunca experimentou a sensação do "adoro este vestido, é lindo, tenho que o levar", e ao experimentar, ve o preço exorbitante e descobre que afinal, o vestido não é assim tão lindo e não lhe fica assim tão bem.?Ficaria bem melhor se tivesse a carteira recheada. Nos primeiros pensamentos sobre a obcessiva aquisição, vêm os saldos, os magníficos, que tudo permitem. Bem, não direi que seja logo o primeiro pensamento, porque o mais provável será uma mulher pensar em arrastar o namorado para o shopping com o pretexto de "descontrair um pouco, ver um cinema" e passea lo vezes sem conta em frente á montra onde se encontra o bendito vestido, tudo com muito carinho, temperado com uns beijinhos e uns abraços, um :"olha amor, gostas deste vestido?estive cá no outro dia e adorei o.fica me super bem.", quem sabe o dito cujo caia na burrice de entrar no tunel sem fim dos trapos, e quiçá, pague .Mas, em ultima instancia, as mulheres esperam sempre por dias melhores.Ou seja, por outras palavras:os saldos.

Primeiro dia: a fúria louca!!!  Compram as coisas que namoram e cobiçaram e por que suspiraram meses a fio, não se vá dar o caso de esgotar logo no primeiro dia.Empurrões, puxões, a corrida para aquela camisola que é observada de longe por duas ou três mulheres e quando uma resolve dar o primeiro passo para ela...zássss!!!as outras aceleram e já lá estão, com as gadanhas em cima do precioso trapo. Uma bulha porque queria exactamente aquela saia, que  "aquela lambisgóia acabou de levar", outra discute porque afinal, o tão desejado vestido (cujo preço ainda pode descer mais)ainda não lhe assenta exactamente na perfeição.

Pessoalmente, não gosto muito de grandes confusões nos saldos. Está bem, está bem, tenho que admitir que adoro dar a minha vista de olhos, mas odeio que uma labrega qulaquer me olhe como se eu fosse o Bin Laden só porque pegei numa camisola que por ali estava para ver o preço. É que depois olham a labrega, a amiga da labrega e a amiga da amiga da labrega, numa cumplicidade fraternal de saldos:" isso estava na nossa mira...grrr..pousa já isso, ó loira com a mania que é boa!".

Porque é que as mulheres adoram ir ás compras( e sobretudo aos saldos)juntas?Eu passo a explicar: uma mulher adora ir conversando sobre cuscuvilhices por entre o meio dos trapos, da entrada e saída de lojas, do que fez beltrano, de quem andou com sicrano("é mesmo parvo!ve se mesmo que não tem nada naquele cerebro!"), até que uma delas vislumbra algo de ue gosta. E experimenta.Não há nada que uma mulher mais goste de fazer do que experimentar trapos novos, mesmo que não seja, apenas para se contemplar no espelho enorme e retocar a maquilhagem, ver se o rabiosque está no sítio, se não tem os dentes sujos de café, compor uma madeixa de cabelo.Uma experimenta a roupa e ca fora a outra espera. Ou então experimentam as duas e saem ao mesmo tempo da cabine, olham uma para a outra e invariavelmente dizem:"achas que me fica bem?eu não sei, pareçe que não é muito o meu género".E lá se vão, comentários adiante e lojas afora, sem peças compradas, mas ao menos mais seguras da sua imagem.

Nos saldos temos tendencia sempre a tornamo nos piquinhas. Se é barato,não presta!Se é caro,não posso comprar!Se há tamanho, não há cor!Se há cor não há tamanho! Se tem bom preço, há tamanho e cor (viva!!!) descobrimos um buraco bem no meio do tecido, ou uma nódoa ou um remendo qualquer.Qualquer mulher sai de uma sessão de saldos com os nervos em frangalhos.

O malogrado vestido continua na montra. "Menos 30%"..."Menos 50%"... E porque não esperar pelos "Menos 70%"? O quê?Já não há tamanho?Já não há cor? O último acabou de ser vendido? Mas se ainda ontem passei por aqui e ele ainda cá estava...

E voilá!Temos o sonho desfeito. Quem lhe atura a birra é o desgraçado do marido a mourejar no trabalho um dia inteiro e quando chega á noite a casa...."Viva os saldos!!!!"

sinto-me:
publicado por Carlita às 22:47

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