...da forma mais inesperada...

Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Agora que chegou o novo ano, entrei nele cheia de novos projectos.

 

Um deles é mudar de emprego, o que implica mudar de localidade, o que por consequência se traduz num mudar de casa, de amigos, de ambiente. Pelo andar (Iento) da carruagem, sei que se continuar aqui durante muito mais tempo, os danos causados na minha psique serão irreparaveis. Não é que eu ande assim propriamente sã das ideias, mas apercebo-me que á medida que o tempo passa, os estragos vão sendo mais profundos. Por isso mesmo, este ano deitei mãos á obra e resolvi ser pro activa e procurar novas perpectivas de emprego.

 

A verdade é que me custa um bocado largar a comodidade e a segurança a que me habituei mas apercebo-me de que isso neste momento já não me traz felicidade. Quero ( e preciso!!!) de por uma vez na vida, dar um salto sem rede.

 

A procura de emprego não tem sido fácil. Aliás, não entendo como existe uma taxa de desemprego tão grande no nosso país!! Aliás, se calhar até entendo: há de facto muitos anúncios de empregos mas a maior parte das pessoas não reúne os requisitos do perfil pretendido. Cada vez mais os empregos são baseados nas novas tecnologias... ainda por cima, com nomes em inglês. Quase que é  preciso ir para a universidade só para decifrar o que é que eles querem dizer com aquilo... "Brand-manager", "key-acount", " Consultor Oracle" entre outras coisas. Onde estão os engenheiros informaticos? Os electricistas? Os pedreiros? Os senhores que conduzem as gruas ( serão gruistas?)? Coisas simples, chamadas pelo nome. É fácil e mais acessível. Uma pessoa perde logo as expectativas todas quando lê anuncios destes.

 

Pela parte que me toca, resolvi enviar CVs a torto e a direito e investir mais a fundo na minha formação. Enganem se se pensam que uma pós-graduação ou um mestrado vai mudar muita coisa. Em certas áreas, sim, pode de facto fazer toda a diferença, mas na minha não. Aliás, se nem como licenciada e a trabalhar para o Estado sou paga como tal, iriam me pagar como Pos-Graduada? É que sim... Já é uma luta constante há anos só para sermos pagos como Técnicos Superiores que somos.

 

Sou apologista de que possuir uma qualquer formação superior é de facto uma mais-valia, mas não abre portas a muitas possibilidades de emprego. Pelo menos, nas areas que estão cada vez mais saturadas, como a saude e o ensino. E há bons empregos, bem pagos, que não é necessário passarem-se anos a queimar as pestanas. Cada vez mais se está a apostar na formaçao tecnologica dos jovens e concordo plenamente. Para quê tirarem um curso, se as perspectivas de emprego na area são baixas ou nulas? Depois lá vão a caminho do IEPF, onde possivelmente tiram um curso médio que lhes abre as portas do mundo do trabalho. E o canudinho fica encostado a um canto. E quando tem possibilidades de irem exercer a profissão, já estão "desactualizados" e sem motivações. É triste, mas é a realidade do nosso país.

 

Dado o panorama actual, sei que não me posso limitar á procura de emprego na minha area profissional ( havia de ter bigodes e de andar de bengala quando arranjasse qualquer coisa, num sitio que gostasse )por isso optei por ir  tirando formações noutras areas.

 

É a típica força de vontade ferrea do Touro: quando quer muito, muito, muito uma coisa.... vai á luta e... não baixa os "cornos"!

publicado por Carlita às 20:20
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