...da forma mais inesperada...

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Na minha semana de férias fui á praia. Para além de ter ganho um lindo bronze ( em Junho! Roam lá as unhinhas de inveja, vá...) ainda me "cultivei". Ah pois! Quem é que me fez companhia debaixo de um sol escaldante, miminizando o tempo e as horas de calor intenso entre os banhos e os passeios á beira-mar? Revistas superhipermega interessantes, está claro! Nada cá de revistinhas cor de rosa a falarem de Cristianos Ronaldos e as suas Nereidas desnudas á la playa ou do estilo de Claudios Ramos e afins, fotografados, tagarelando em festas dia sim-dia sim. Não! Revistas cheios daqueles artigos interessantes, que na prática não servem para nada mas que não deixam que nos tornemos nuns ignorantes completos. Artigos sobre saúde, tecnolologia, psicologia.

 

No meu 3º dia de praia, chegei a um artigo que falava sobre... vinhos. Quais os melhores, relação qualidade preço e por aí fora. Como não tinha nada de mais urgente para fazer a não ser espalhar bronzeador no corpo e esturricar ao sol. embrenhei me na leitura.

 

Não fiquei a saber muito mais do que já sabia. Aliás, descobri que sou uma ignorante total e uma criatura completamente desprovida do menor sentido de paladar e olfacto para detectar um bom vinho. Vinho para mim é... vinho; Vinho é sumo de uva; vinho é aquele líquido bordeaux ou mais ou menos transparente que deitamos num copo e bebemos ás refeições. Ou fora delas. Agora se tem notas cítricas, de maças verdes, frutas do bosque ( encantado, certamente!), frutas secas ou amoras silvestres, é algo que me ultrapassa. Se é feito de mistura de uvas da casta Aragonês ou Trincadeira ou seja lá mais o que for, a mim passa me completamte ao lado. O meu paladar não distingue se são vinhos DOC ou não. A únioca coisa que sei ver num vinho é se ele é encorpado ou não. Aquela sensação de nos "encher a boca" aos primeiros goles ( aiii!! Este português! Xiiiuuu! Caluda! Não começem já com os pensamentos obscenos.) Resumindo: sou uma criatura ignóbil e embrutecida na área vinícola. Lamento, mas não se pode ter habilidade para tudo. Já tenho habilidade para o beber e isso é suficiente.

Agora o que me põe sempre um sorrisinho irónico nos lábios é quando dizem que determinado vinho  estagiou, durante não sei quantos anos,numa barrica de carvalho françês! Epah, mas o que é isto? "Estagiou"? Associo o estágio a um período de aprendizagem, melhoramento, profissionalização. Com nota final, remunerado ou não. E tem que ser um estágio em carvalho françes, pois claro, que o carvalho português não serve e até soa melhor.  Então como é? Enfia se o vinho nas tais pipas todas XPTO(pipas, na minha terra. Aaaahhh brutinha!), ele passa lá uns anos a dar ao litro ( ena! grande trocadilho este agora! O vinho a dar ao litro... estive realmente muito fantabulástica!) e quando sai de lá, do estágio, já vem preparado para a actividade profissional, com algum calejo, dotando, quem o bebe, de uns breves lampejos de dotes linguisticos françeses?

Depois do 4º copo:

-" Oh oui mon amour...Paris je t´aime... Croissants aux chocolat... eh lêêê! Não querem lá ver que agora também já sei falar franciu?"

-" Cala te, cromo! Se fosses minimamente culto, saberias que este vinho estagiou em barricas de carvalho françes". Não penses lá agora que és muito esperto!"

 

Pus á prova o meu talento para decifrar vinho no fim de semana passado, numa jantarada em casa, com a M.Pizza a acompanhar com vinho...claro! Apenas nos lembramos de saborear o tintol em todas as suas nuances, quando já metade da garrafa ia de pantanas! E então demos por nós as duas, com a cabeça inclinada para trás, a gorgolejar um golo de vinho e a fazer uns barulhos esquisitos, que só me dava para pensar que deviamos estar a parecer uns perus.

-"Então... a que te sabe o vinho?"

-" A nada... a sumo de uva..."

-"Hummm...pois é..."

 

E bota abaixo! Glu-glu!

 

A verdade é que apesar de não ter conseguido aprender a saborear e degustar um vinho, decompondo o em todas as suas supostas notas e aromas, nesta bendita revistinha, aprendi que o ano de 2007 é um ano de Porto Vintâge.

Criatura burra, eu, a pensar que um vinho vintage era uma vinho que só aparecia de 20 em 20 anos ( vintage.... vinte...) e que a unica noção que tinha era que se tratava de um vinho que custava os olhinhos da cara, que só se abrem na altura dos casamentos/batizados e afins e que desaparece num instante e toda a gente fica a pensar que afinal é mais um vinho, vim a saber que afinal, os vintage são os vinho que resultam das melhores colheitas exepcionais, os melhores vinhos produzidos em determinado ano e que só são formalmente anunciados como vintage, após dois anos ( devem ser aqueles melhores alunos, no tal período de estágio nas famosas barricas de carvalho françiu, aqueles que saiem com nota 20).

Portanto, em ano de crise, surge um Porto Vintage 2007 para nos alegrar a alma.

Nem tudo é mau.

 

publicado por Carlita às 17:51
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