...da forma mais inesperada...

Domingo, 10 de Outubro de 2010

Sabem bem estes primeiros dias de chuva. Apesar de nos tornarem mais suceptiveis a estados deprimentes e nostálgicos, a verdade é que sabe bem estar em casa e a ouvir a chuva a cair lá fora. Deixar que uma bebida quente nos aqueça as mãos, enquanto descontraimos de uma semana de trabalho. O "dolce fare niente"...

 

No entanto, e dadas as circunstâncias actuais, é inevitavel um sentimento intenso de nostalgia e tristeza. Acho que em cada despedida há sempre algo de nós que o outro leva com ele e no fim de tantas despedidas, sentimo-nos sempre um pouco vazios, um pouco receosos, um pouco confusos, um pouco em falta. Há alguma coisa que se sente que se perdeu e apesar de sabermos que depois da tempestade, algures brilhará o sol, sentimo-nos extremamente vulneraveis e frageis.

 

Faz-se o balanço e descobre-se que haveria sempre coisas que poderiam ter sido diferentes. Talvez haja de facto um "destino", um designio qualquer que nos conduz a determinadas situações com o pretexto de evoluirmos sempre mais um bocadinho. Talvez esteja escrito que certas pessoas tenham que entrar nas nossas vidas para aprendermos com elas e elas conosco. Talvez...

 

Talvez a nossa vida seja pontuada de dias de chuva para nos podermos alegrar e dar mais valor aos dias de sol.

 

publicado por Carlita às 17:44
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Sexta-feira, 08 de Outubro de 2010

Voltei aos hábitos antigos.

Eu que até tinha conseguido deixar "quase" de fumar, basta entrar numa espiral de loucura, para lhe voltar a pegar em grande. Pronto, não é uma coisa assim tão má, tendo em conta que eu ha tempos fumava quase um maço por dia e agora consigo apenas fumar 1/2 maço... Mas considerando que nos ultimos tempo, fumava 2 ou 3 cigarros e não os acabava, pode-se dizer que estou novamente a entrar na decadência tabágica.

 

Anima-me sempre pensar que há gente com graus de loucura piores que os meus. Quando penso que sou uma demente, totalmente descompensada dos neurónios, basta-me lembrar daquela reportagem no "Tyra Banks show" sobre uma mulher que casou com a Torre Eifel,com direito a cerimónia e vestido de noiva, para me sentir logo uma criatura perfeitamente normal.  É bem pensado, essa coisa de nos casarmos com um objecto, uma coisa, uma estrutura....então, não estão a ver as vantagens? Nunca saem do sítio, não fazem zapping á velocidade a luz pelos canais de televisão, não se queixam da nossa comida, não perguntam para onde vamos quando saímos nem com quem estivemos e podemos cometer actos de infidelidade com outros objectos sem sentirmos remorsos. Não há descompensações nem actos de possesividade.

 

Vou considerar uma possibilidade em aberto...talvez me enamore um dia ali pela ponte do Guadiana e a peça em casamento.

publicado por Carlita às 18:38
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Quarta-feira, 06 de Outubro de 2010

Há tanto tempo que nao escrevia nada aqui ... É verdade, andei desaparecida algum tempo... meses, talvez. Digamos que este blog encerrou para férias sem aviso prévio mas regressou para valer.

 

Prontes, então, novidades? perguntam vocês...  A resposta do costume: "está tudo velho" ou se preferirem a expressão "tudo na mesma como a lesma" (se bem que aqui tenho as minhas dúvidas... hummm... consideremos: as lesmas sempre se movem um bocadinho, arrastam-se viscosamente e tal, mas mexem-se... por uns instantes saem do sítio. Eu... nem por isso)

 

A loira cá vai andando, umas vezes a rir, outras a chorar (ultimamente tem sido mais a chorar que a rir!!!! Cruzes! Nunca pensei ter tanta lágrima dentro de mim? De onde virá isto? Com sorte construiam uma barragem com tanta água que me saiu dos olhos nos últimos tempos), outras nem a rir nem a chorar, a simplesmente ESTAR. Como o nome indica, apenas se"está". Não se está alegre nem triste, ou deprimida ou rejubilante, ou extasiada ou perplexa. Está-se...simplesmente. Respira-se. Mexemo-nos. Agimos. Mas dentro de nós há algo que simplesmente deixou de funcionar. O resto é autónomo.

 

Quando pensamos que nada pode ser pior, a vida vem e mostra-nos que sim, que de facto as coisas podem sempre piorar um bocadinho. E quando pensamos que chegamos ao fim de um ciclo, as coisas acontecem de tal forma que nos apercebemos que de facto, nunca saimos do f.d.p. do mesmo círculo vicioso em que andavamos.

 

É por isso que estou zangada comigo própria. Se eu fosse outra pessoa, se eu pudesse sair de mim e falar me a mim propria como sendo outra pessoa, com certeza que diria coisas não muito agradaveis de se escutar. Mas como eu ainda não me desdobro, como eu sou eu e não saio de mim, tenho que me aturar assim, zangada cá para dentro sem poder fazer nada.

 

Enfim... vou por a ampulheta do tempo a funcionar e com certeza, no final, sei que vou acabar por fazer as pazes comigo mesma.

publicado por Carlita às 20:10
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