...da forma mais inesperada...

Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Já estamos na Primavera e qualquer dia temos aí o Verão á porta, a convidar para umas idas á praia e para umas sessões de "tostamento" intensivo. É por isso a altura ideal para começarmos a cuidar do nosso corpinho para nos podermos sentir umas verdadeiras sereias na praia. Quem é que quer pareçer um cachalote que acabou de dar á costa em pleno mês de Agosto? Pois, está na altura de irmos todas parar com o costado ao ginásio mais próximo.

A pensar naquele biquini maravilhoso que vi  há tempos, fiz a minha inscrição e ainda estavamos no outono. Foi sol de pouca dura. Começei cheia de pica, a coisa até ia bem encaminhada mas perdi o entusiasmo em três meses. Está bem, confesso:nunca fui uma adepta do desporto, nem indoors nem outdoors. Deus me livre de andar a fazer jogging e de entrar um mosquito para os olhinhos ou andar de bicicleta e corre o risco de ser atropelada por um camião.  Por isso, decide me a não dar tréguas á preguicite(e á celulite) er meti me num ginásio. Não levava com insectos na tromba e as bicicletas não saiam do sítio.

Assim que se entra num ginásio sente se logo o cheiro típico de suor e esterooides. Existem fotografia por todo o lado de tipos super musculados para sar ânimo ao pessoal:"vá lá, se se esforçarem bastante um dia poderão ficar assim a parecer um Minotauro, com uma cabeça de alfinete e uns músculos de Rambo". A mim não me fascina particularmente. Nestes sítios, que são lugares tão bons como outros quaiqueres para se conhecer homens, há dois tipos bem estereotipados. Há os "caparrudos" que desenvolveram o seu cérebro nos braços e bebem uns liquidos duvidosos. Vestem camisola branca de cavas e têm o rabo rijo que nem pedra. E depois há os lingrinhas, que por muito esforço que façam ve se logo que nunca vão sair da cepa torta.

Eu cá quando vou, apanho a minha primeira estafa na bicicleta. Vamos lá então dar a volta a Portugal...Já me doem as perninhas e já transpiro que nem uma ursa, mas talvez se me conseguir aguentar mais 10 ou 15 minutos, talvez a cabra desta celulite amanha tenha desaparecido. Segue se a maratona na passadeira rolante. Á velocidade máxima porque venho com ganas. Sinto umas ligeiras dores de burro mas se me desconcentrar ainda corro o risco de ficar esborrachada contra a parede, por isso aguenta. Queres corpo de sereia? Então sua! Do tapete rolante passo para o aparelho que nos faz parecer que estamos a esquiar. Este é complicado...Primeiro o braço direito e a perna esquerda, depois o braço esquerdo e a perna direita, braço direito, perna esquerda, perna direita braço direito, perna esquerda, braço direito...socorro! Estou baralhada! O meu cerebro já meio derretido não dá para tanto! Ora vamos lá subir o Evereste em 10 ou 15 minutos. Vamos querida, que já só te falta dar o litro ali na musculação. Depois de dar a volta a Portugal como camisola amarela, da medalha Olímpica da Maratona e de quase ter congelado o nariz na escalada, ainda tenho umas résteas de força(mais vontade que muscular) para ir levantar pesos.

Já disse ao meu treinador que não quero trabalhar muito os bícepes. Apesar de andar com uma cor meio esverdeada, não quero ficar a parecer o Incrivel Hulk. Mas quando dou por mim, já estou  sentada, de perna aberta, em frente ao espelho a levantar pesos. Para parecer o Rambo só me faltava a fita branca na testa. Trabalhar os braços tem as suas vantagens: já consigo levar uma embalagem de leite e 3 ou 4 sacos de compras até casa sem fazer um figura demasiado triste.

O que gosto mesmo é de trabalhar as pernas. A verdade é que tenho outras motivações. Penso nas minisaias que poderei vestir e...zás!zás!zás! 25kg de ferro levantados em menos de um ai. Penso na tanguinha do biquini maravilhoso que me assentaria tão bem se tivesse o rabiosque um bocadinho mais rijo e eis me feita possessa, com uma barra que pareçe pesar milhoes de kilos, qual cristo a arrastar a sua cruz, a agachar e a levantar. Ás vezes nessas altura sinto me observada. Vê lá se páras de olhar para os meus glúteos, meu tótó insuflado e olha que por ser magrinha não quer dizer que não tenha forças para fazer arremeso com uma bolinha destas que tenho nas mãos! Sim, sim quero me por hirta e firme como uma barra de ferro e cheia de curvas como se tivesse sido acabada de esculpir por uma rebarbadora, qual é o problema?Por acaso alguma vez te perguntei porque é que os teus neurónio migraram para os braços? Então deixa me!

Segue se a tortura abdominal, que começa bem e caba sempre mal. Nunca se sabe se algum dia precisarei de vir a fazer a dança do ventre por isso...malha! Depois de 20 abdominais mal contados, já começo a ver a Via Láctea com todas as suas estrelinhas. Pareçe que já não respiro muito bem? Será que me irei levantar daqui? Tenho os braços dormentes, doem me as costelas e sinto as pernas bambas. Não tenho forças sequer para carregar com o pé no acelerador do carro para voltar para casa, por isso vai aos soluços o caminho todo.

Ohhhh!!!Que bom....Agora estou debaixo do chuveiro. Levantar uma perna para entrar na banheira exige de mim um esforço sobrehumano. Rica estafa e está tudo na mesma. Ainda por cima agora tenho mais fome que a Etiópia toda...

É que depois de um esforço destes, quem é que consegue comer saladas? Nunca vi uma alface a puxar uma carroça. O que me apetecia mesmo era...XIXA  e transformada num belo hamburger.

Desisti desta tortura diária no fim de quase 3 meses. Já andava a bater mal! Agora aderi á moda da ginás tica no sofá. Comprei uns adesivos que dão choques na barriga e nas coxas e que miraculosamente fazem desaparecer a celulite. Para er o ventre liso, tomo laxantes e como Corpos Danone e para ter músculos dos braços carrego todos os dias com os sacos das compras.  Ao menos assim não suo e não tenho dores até á alminha!

E se me quiser sentir uma sereia? Visto uma saia com escamas e espero que alguém caia na esparrela. Afinal, sempre há por aí cachalotes piores que eu...

 

 

 

sinto-me:
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publicado por Carlita às 19:11
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Terça-feira, 27 de Março de 2007

Se há coisas estranhas, a minha vida é uma delas. Bem que podia servir de argumento para um filme trágico-cómico com uma pitada de suspense. Ora um dramalhão de ir ás lágrimas, ora uma comédia digna de registo, sempre comigo no papel principal.

Questões (quase) metafísicas da minha existência:

  • Porque é que na minha vida tudo tem que vir aos pares?
  • Porque é que os meus relacionamentos nunca acabem normalmente?
  • Porque é que quando sai de cena o personagem masculino actual, imediatamente aparece o anterior?
  • Porque é que a esperança média de vida de um animal em minha casa é de pouco tempo?

Por muito que me esforçe, esta minha cabeçinha loira não consegue atingir o cerne principal das respostas a estas perguntas, tão misteriosas quanto dúbias. Tenho explicações vagas, teorias formadas em momentos de ócio ou quando o carburador funciona a 10.000 rotações por minuto, o que não as torna lá assim muito plausíveis. De qualquer das formas, aqui vos deixo as respostas ás minhas próprias perguntas.

Porque é que na minha vida tudo tem que vir aos pares?

Dois é a conta que Deus fez. Deus criou o homem e a mulher, o cão e a cadela, o boi e a vaca e por aí fora... O número 2 de facto pareçe ser o número do amor, mas no meu caso, será mais o número do terror.

Sou capaz de andar tempos infinitos elevados ao quadrado pelas ruas da amargura, necessitada de uma palavra de conforto, quiça um piripo animador, um ombro amigo (e musculoso) para chorar as mágoas que não há uma bendita criatura nas redondezas. Assim que conheço uma alma caridosa que me começe a aquecer o coração, é mais que certo e sabido que há-de logo aparecer outra, com o mesmo charme e eloquência. E agora?! Ahhh, pois... Olha, vou lançando o isco e espero e como prova de amor, mando os matar o dragão lá para os confins do meu reino e depois de me apetecer e se estiver num dia bom, logo atiro com a minha trança loira de Rapunzel ao primeiro que chegar.

 

Porque é que os meus relacionamentos nunca acabam normalmente?

Este é de todos, o grande mistério e o verdadeiro molho de bróculos da minha existência.Isto é de facto, muito triste de se dizer, mas os meus namorados nunca terminaram comigo "humanamente" e como deve de ser. Ainda está por existir a criatura que um dia se chege ao pé de mim e me diga, olhos nos olhos, tromba na tromba, que as coisas têm que ficar por ali mesmo. Num momento estou no maior "in love", depois começo a pressentir a borrasca e no momento a seguir já não sei deles. Onde estão? Onde foram? Como desapareceram? Pareçe que passaram pelo Triangulo das Bermudas e ficaram por lá de férias. As desculpas são sempre as mesmas: que "esta tudo bem", que "não se passa nada" e de um momento para o outro...TCHARAAAAM! entra o David Cooperfield em cena, dá-lhes o chá de sumiço, aquele, o famoso do desaparecimento e os maganos ficam assim invisiveis durante uns tempos. Ou então, metem o rabinho entre as pernas e fogem sem mais demoras, porque o tempo é curto e o laço aperta lhes os gasganetes. Na escola onde os meus "babes" andaram, já eu tirei o doutoramento com aprovação máxima. Mas eu cá acho é que eles não me conseguem é mesmo enfrentar na "hora do adeus". Para além de eu ser uma princesa supermágicabelíssima, eles sabem que não iriam resistir ao azul "aguado" dos meus olhos e ao meu poderoso queixinho a tremer quando faço cara de choro. Logo, para se pouparem a esses dramas e mesmo tendo a consciência pesada que nem chumbo, voltam a enfiar se na lâmpada do Aladino e não há esfregão Bravo que os faça sair de lá.

 

Porque é que quando sai de cena o personagem masculino actual, imediatamente aparece o anterior?

Mais uma cena macaca que me atormenta os dias. Sinto me como se estivesse na roda do giroflé-giroflá,eu no meio com o meu actual "nóbio" e á volta, de mão dada, todos os meus respectivos ex, á espera da sua vez para meterem a patinha na poça. TODOS eles, incluindo os da lâmpada mágica.

Situação1: Normalmente quando tenho um namorado, damo nos bem. Na nossa vida é tudo florinhas, corações a passarinhos a cantar, tirando uns olhos tirados de vez em quando. Nada perturba a nossa paz. De um momento para o outro, um dos meus ex lembra se de começar a telefonar ou a enviar me sms. Não dizem nada de jeito, a  conversa encaixa se sempre no mesmo molde:"olá tas boa?lembrei me de ti, tenho saudades.sabes, és muito especial.bjinhos". Sim, sim. otário chegaste a essa conclusão um bocadinho tarde demais,não achas? O pior é que quando se lembra, na semana a seguir lembra se outro e outro e outro.... O que é isto? Aí tenho o burro nas couves....mesmo! Eu que não tenho culpa dos pensamentos obcecados (e tardios) daqueles anormais, levo por tabela.

Situação2:  Tenho o azar(ou sorte) terminar um relacionamento. Até aqui tudo muito bem, a coisa é normal, as pessoas terminam relações desde a criação do mundo, da altura em que a Eva trocou o Adão pela serpente. A minha ex criatura mantem se no silêncio e na penumbra iomenso tempo, ou seja, não sei se está viva ou se está morta. Sinais vitais....zero. Resolvo refazer a minha vida e conheço um sapinho adoravel com muitas probabilidades de se transformar num príncepe. Pois nessa altura(prestem bem atenção!!!) nesse preciso momento o alacrau atrofiado mental do meu ex há de lembrar se de querer regressar, mais apaixonado que nunca e com um bocado de sorte ainda traz a caixa das alianças no bolso das calças. E depois? Depois tem saídas típicas de macho com orgulho ferido:"Quem diria?E logo ela, que dizia que gostava tanto de mim...Bastou passar apenas um ano(!) para já andar com outro.." Mas olha lá, meu calhau com olhos, o teu cérebro atrofiou se ao longo da vida ou já nasceste mesmo assim, emparvalhado de todo? Pois é querido, temos pena, mas isto funciona como nos supermercados:tiraste a senha para a carne e foste laurerar a pevide para a secção dos legumes frescos, agora perdeste a vez! Se queres tentar a tua sorte joga no Euromilhões. Ou então adere ao clube de fãs. Poe te na filinha e espera por um autografo meu...desculpa, como é que te chamas mesmo?

 

Porque é que a esperança média de vida de um animal em minha casa é de pouco tempo?

Tenho tanta, tanta, tanta pena de dizer isto mas...os bichinhos de estimação na minha maison não duram muito tempo. Porquê? Porquê? Porquê? Pareçe que quanto mais me afeiçoo a eles, mais depressa desapareçem. Nunca morrem de velhice. Nããããoooo....Morrem sempre de alguma macacoa que lhes dá ou então vão comprar cigarros ali á loja da esquina e nunca mais aparecem. O que será que se passa em minha casa? Será que tenho lá algum "buraco negro" que os suga para a 5ª dimensão? Os gatos desaparecem, aos cães dá lhes a floxémia, os peixes rebentam com comida, os canários num dia cantam que se fartam e no outro já estão de pernil esticado, tesos que nem carapaus. Uma vez tive um hamster que teve a triste sina de morrer esborrachado debaixo de um pé nº 44. E eu fico traumatizada, é claro que fico traumatizada...Não é para ficar?!

Mas ainda não desisti de ter mais um animal de estimação. Agora ando á procura de um substituto para o meu "falecido" Kiki. Quero algo fofinho e com muito pêlo que eu possa abraçar e estrafegar sempre que me apetecer. Quando o arranjar, mando o logo benzer e penduro lhe ao pescoçinho um molho de alhos, para ficar protegido. É sempre melhor prevenir.  E se este também não durar, olha...adopto uma barata! Alimenta se sozinha, não precisa de ir á rua fazer as necessidades e está sempre em casa dentro do esgoto.

 

 

sinto-me: Perdida no meio da bruma...
publicado por Carlita às 19:05
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