...da forma mais inesperada...

Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007

Hoje nao me sinto la assim muito feliz. Estou com a SPM (síndrome pré menstrual) e um bocado empiursada. As mulheres deviam poder cometer crimes nestes dias, não acham?Como se já não fosse suficientemente complicado aturarmo nos a nós próprias nestes dias, ainda temos que aturar os outros. É ou nao motivo para cometermos assasínio?

Estar com a SPM é do piorzinho que pode haver. Ora estamos nos píncaros da felicidade, alegres que nem uma labregas, ora estamos pelas ruas da amargura. E não adianta estenderem nos a mão. Com a neurose que temos em cima, correm o risco de ficar sem ela.  Há dias atrás estava tão deprimida, tão deprimida, tão deprimida que até a ver um documentario da BBC Vida Selvagem, sobre os elefantes a serem abatidos, chorei baba e ranho.

-"Tadinhos dos elefantes...a serem mortos só pelas suas presas! Ainda bem que usei aparelho durante 3 anos!"

É assim. Nesses dias só temos pensamentos de cáca... Vislumbre de coisas alegres e felizes só as vemos mesmo nas novelas. E sentimos pena porque o nosso homem nunca nos vai levar a ver as nuvens de helicoptero, nunca nos porá petalas de rosa na cama e nunca faremos as pazes da maneira tão apaixonada como se ve nos filmes. É triste. Realmente triste. Pior: é deprimente! Mas então porque insistimos no masoquismo?

Não adianta.  As mulheres nestes dias adoram enroscarem se no sofá de casa a sentirem se uma lesma. Eu sinto me como um caracol:sempre com peso ás costas.

Se ao menos fosse casada e tivesse filhos, não tinha tempo para o devaneio. Entre fraldas sujas, biberons e a cozinha, o meu processador carburava ao seu ritmo normal. Mas não sou casada. No meu horizonte mesmo espreitando por binóculos, nao se avista a cupula de uma igreja. Nas minhas relações, normalmente, estou sempre,ora com um pé na capela ora fora dela. Decidam se!!! Já me começo a ficar com calos!

Quando é que eu, rãzinha adoravel, vou encontrar o meu sapinho para juntos enchermos a nossa casa de girinos?A mim só me saem aqueles sapos gordos e nojentos. Daqueles de pele rugosa e que nos fazem  um xixi mortal para os olhos que pode cegar. Não me admira que eu não ande a ver nada á minha frente ultimamente.  Dá me vontade de por um anúncio num jornal:

"PROCURA SE batraquio apresentavel,com capacidade de se camuflar de vez em quando, com boas condições de higiene, romântico mas não previsivel, que saiba cozinhar coxinhas de rã, com meio metro de lingua(para apanhar moscas:))e que não coaxe muito."

Se conhecerem alguém com estas características, deem lhe a morada do meu nenufar.

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publicado por Carlita às 20:32
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Para quem nao sabe, no prróximo dia 8 de Março é dia da Mulher.

Eu acho que é um dia um bocado infeliz e penso muitas vezes em que é que o terá inventado. Será que foi uma mulher oprimida,que num rasgo de liberdade se lembrou que as mulheres também tinham direitos?Ou um homem que resolveu conceder um dia de histeria colectiva ás fémeas?

Pensem bem: só há os dias das minorias e das doenças. O dia da criança. O dia dos idosos. O dia da música.O dia da Sida.O dia do coração, etc etc, etc... E pergunto me: porque é que não também há o dia do homem?Porque o dia dos homens é todos os dias!!! Ou pelo menos eles pensam que é assim.

As mulheres são tão espertas para umas coisas e tão burrinhas para outras!!!  Mas nesse dia batem realmente o recorde da tontice. Deixam os maridos em casa, abandonam os filhos ao deus de ará e lá vão todas confraternizar num jantar qualquer, regado com muita bebida e com pratos com nomes estranhos. Há pois, que aproveitar este dia em que podem chegar bebedas que nem um cacho a casa sem ninguem que lhes diga nada. Poem as bananas e os kiwis em posições fálicas, falam mal dos respectivos e aparecem na tv com um casca de laranja a servir de óculos a dar uma entrevista. Assenta nos tão bem!!! Ao menos se eu fosse hermafrodita, nesse dia nao sentia vergonha.

A sessão de strip tease masculino também é obrigatória. Onde é que já se viu  Dia da Mulher sem strip tease?Que sacrilégio!!! É para a loucura? Então é para a loucura total e siga para bingo. Entra um mânfio, vestido de cowboy, com umas calças de cabedal e uma máscara nas ventas. Sim amigo é melhor tapares os olhinhos, porque o que se segue não vai ser bonito de se ver. As mulheres enlouquecem!  Há sempre alguma que la lhe calha na rifa fazer ginástica ritmica com o palhaço de tanga. Mas nunca querem ir...

-"Não vou...que horror!que vergonha!aiii que musculos rijos... bela arma que aí tens.... se estivessemos aqui sozinhos  e se não fosse as minhas artroses já te fazia a folha!"

Como é possivel?! Toma tigrão, veste lá umas calças antes que constipes o material e volta para o Cabaret. Não precisamos de ti fazermos figuras de ótarias, porque fazemo las 364 dias por ano.

Sinceramente não consigo entender a paranoia colectiva que atinge as mulheres nesse dia. Eu aoo menos, nesse noite embebedo me com uma garrafa de sumo e vou para a cama feliz da vida a dar graças a Deus por nao ter que fazer a barba todos os dias de manhã. Mas acho que este ano, e em face aos acontecimentos actuais, a coisa vai ser diferente. Vou para a praça descabelar me  toda no concerto do Tony Carreira. Levo as faquinhas aqui de casa para as ir espetando no coração de cada vez que ouvir " depos de ti mais nada...larilalarila". Pode ser que ele goste da minha representação e me leve com ele a fazer digressões.

 

sinto-me: estupidamente mulher
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Vou lançar um enigma e dar umas pistas para ver se adivinham...

Noite. Purpurinas. Jantar. Imperiais. Shots.Imperiais. Imperiais. Imperiais.Casa de banho. Dançar como se estivessemos possuídas pela Pomba Gira. Um salto partido. Fazer o 4 e dizer que é o 5. Uma viagem de barco até ao mundo de Orfeu e no dia a seguir...Guronsan.

Adivinharam?! Isso mesmo. São os fins de semana. Aqueles. Os macabros.

Últimamente tenho preferido ficar em casa. Eu sei que ainda sou uma jovem (tenho quase 30 anos mas dão me menos de 15)e ainda estou aí para as curvas e contracurvas, mas a verdade é que a minha paciência para as noitads já se anda a tranformar numa curta linha recta. Agora prefiro ficar em casa sentada no sofá, a olhar para a tv, a pensar na morte da bezerra e a tricotar botinhas de lã para os meus futuros bébes.

Confesso que sair de vez em quanto á noite com as amigas tem a sua piada. Divertimo nos imenso, rimo nos e dizemos baboseiras(etilicamente inspiradas). Os homens, esses tótós(coitadinhos!) não podem ver um grupo de mulheres a olhar na direcção deles e a rirem se, que já pensam que estão a fazer o engate do milénio. Troooooollllsss! Se lhes passasse por aquelas cabeçinhas os comentários que uma mulher faz nessas alturas, até os pêlos das sobrancelhas se lhes eriçavam.

Á noite ve se e ouve se com cada coisa! Perto destes comentários, até as "bocas" dos macho mns dos andaimes são elogios."Fazia te um filho!!" Sim, querido não delires, tá bem?

A mim irrita me estar num sítio com muita gente. Sinto claustrofóbica. Toda a gente a roçar em toda a gente, pareçem minhocas a tentarem reproduzir se (não sabiam que as minhocas se reproduziam assim, pois não?Mas é verdade. Consultem os vossos livros de ciências da natureza). E nesses lugares, há de haver sempre algum cromo com fita adesiva nas mãos, que para passar, poe habilmente as manápulas na minha cintura:

"Dás me licença, princesa?"

Tira mas é já as patinhas daí. Mas tu vês com os olhos ou com as mãos, como os espanhois? Por falar em espanhois, numa noite conheci um guapissimo porém...chatissimo. Parecia mesmo que tinha acabado de sair de um book de uma agência de modelos. Lindo!

-"Bem...- pensei eu."Nao me importava nada que este fosse o pai das minhas crias"

O que me foi passar pelos meus neurónios loiros! O homem colou se a mim como um caramelo espanhol, daqueles que se agarram aos dentes. Que é isso que aí trazes? "Una copa?". Não, obrigada amigo, sou abstémica. Neste momento, tudo o que quero que me ofereças é livrares me da tua obsequiante presença.Escusas de bailar com o Joaquim Cortez. E por obséquio, és capaz de parar de olhar para mim como se estivesses a ver o mundo pela primeira vez? Poe me  nervosa.Como é que eu lhe dzia "desampara me a loja", em espanhol? Então saiu em espanholês:

-"Mira, cãrino...larga te el hueso. Adyos!"

Não sei se ele ficou a pensar que o estava a incluir na classe canídea, mas o certo é que desabelhou. Ufff!

Sim, adoro dançar! Com Pomba Gira ou sem Pomba Gira incorporada, a verdade é que quando dou corda ao sapatinho, ninguém mais me para. Ele é kizomba, lambada, reggaeton, hip-hop, break dance, tecno... Numa noite tenho pés de Cinderela e no outro dia sinto como se tivesse uns tocos de madeira pegados aos tornozelos.

Ja me perguntaram mais do que uma vez se pertencia a algum Casino. Ok, fico sempre sem entender muito bem se aquilo é um elogio se uma depreciação. Mas ás vezes digo que sim.

-" Sim, pertenço. Sabes acabei á pouco o meu número com o Frank Sinatra e agora vim para aqui actuar. Se quiseres colaborar, senta te aí no chão e poe o chapeu ao lado para os donativos, enquanto eu vou ali vestir o fato de banho, calçar as meias de renda e por o chapeu para fazer o musical do ano."

Adoro dançar mas detesto que gente alcoolicamente bem disposta faça o mesmo ao pé de mim. Não tenho nada contra. Com o álcool fica se mais desinibido e os pés quase que se mexem sozinhos. Mas por favor, não venhas fazer esses passinhos de ballet para pé de mim. Faz lá a cama onde achares mais confortavel, mas longe da minha pessoa. Vês?Não te avisei? Devias ter continuado no bailado quando eras mais novo, para teres equilíbrio. A rodopiar assim estava se mesmo a ver que ias acabar estatelado no chão.

Também não me sinto propriamente feliz quando sinto que estou a ser observada. Os homens não têm a capacidade de visão divergente que nós mulheres possuimos. Podemos estar a olhar em frente, que sem rodarmos o pescoço, estamos a topar os movimentos todos daquele borracho que está ali ao lado. Os homens têm visão convergente, ou seja, são um bocadinho míopes. Para onde quer que olhem, fazem no á descarada, não têm subtileza nenhuma. Mas nestas situações o que me chateia realmente é estar a ser assediada por um homem que tinha quase idade para ser meu avô. Só me apetece dizer lhes:

-"Olha lá ó quota, não achas que ja eram mais que horas de teres posto a dentadura no dentro do copo de água e estares a ressonar de barriga para o ar, ao lado da tua paquidérmica mulher?"

Mas claro que não lhes digo isso. Escapo me airosamente. Faço lhes um olhar fulminante e mando os á merda.

Socorro! Quero ir para casa! O joão pestana ja construi umas dunas nos meus olhos e ja ouço tudo com eco.É nestas alturas que gostava de ter o dom da umbiguidade (hip!hip!). Não!Espera...o dom da ubiquaquade...(de olho fechado e voz entaramelada)...Não!Não! Não! O dom da U B I QU I D  A D E! Esse mesmo,aquele que nos faz estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ora agora estou aqui, neste estado "desplorável" e agora já estou em casa, estiraçada em cima da cama como se tivesse sido acabada de ser atropelada pelo caminhão do lixo. Ora vamos lá então de barco para a terra dos sonhos... Mas devagar, por favor! Reduzam os nós, içem as velas e vamos ao sabor do vento. Doucement nas curvas... E cuidado com os icebergs. Não me apetece nada agora ir ver os tubarões e esqueci me de trazer o apito para poder ser salva.

Amanhã é outro dia. Vou me levantar da cama como o Lázaro ressucitou do túmulo. Ele pelo poder da fé, eu pelo da ciência. E viva o Guronsan. Amén.

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Os passarinhos cantam. Voam borboletas. O ceú está azul e o sol brilha. Tudo cheira a novo.Não, não é primavera. É mesmo a minha amiga Isabel que está gravida de quase 9 meses, inchada que nem um balão e quase a parir. A roupa não lhe serve(veste o 42), pesa mais que um elefante, arrasta se como uma minhoca, mas está feliz. Tem enjoos matinais, vomita de hora a hora e dorme de papo para o ar como uma tartaruga, mas sente se feliz. Também não tem sexo há 2 meses, mas não se importa. Tem tanto charme como a Moby Dick. Está feliz porque vai ser novamente mãe de mais uma criaturazinha adoravel. Sinto inveja. Mas por enquanto sinto me bastante feliz a vestir o 34 e a durmir com as mamas coladas ao colchão.

Contou me ela que na altura do parto entrou em transe. Literalmente. O marido, esse belo exemplar da espécie masculina, desmaiou quando lhe puseram a filhota nos braços. A mulher pare e o homem desmaia. É típico. Já é assim ao longo de gerações. Quando lhe perguntei o que sentiu, disse me que a primeira reacção dela foi ver se a criança tinha os dedos todos. Mas que espécie de paranoia é essa das mães com os dedos dos recem nascidos? Foste para a cama com algum polvo?Sinceramente, não me me imagino a estar ali de perna aberta, a fazer força e arfar como se tivesse acabado de correr a maratona. É melhor chamarem o exorcista, porque vou querer dizer das boas ao meu mais que tudo :"se soubesse que isto ia ser assim, tinha te mandado enviar os ramos de rosas naquele sítio, babe."

A Isabel lá tem as suas crias. Toma conta delas como uma verdadeira mãe galinha. O pai só se chega perto para brincar. Também é típico. A mulher fica sempre com o trabalho sujo.

O Bernardo e a Inês têm agora 6 e 4 anos  respectivamente. São uns amores, mas a mãe diz que lhes põe os nervos em franja. Acredito. A isabel fica sempre meio adoentada quando pensa que tem que ir ás compras e levar os filhos. Querem tudo quanto vêem. Eu digo lhe:

-" Tens que ter paciência. Vais ver que é uma fase. O importante é não cederes tudo o que eles querem."

Mas os estafermos pensam que moram na gruta dos sete anões, cravejada de diamantes e esfregam se nos pais como se esperassem ver surgir o Aladino para lhes realizar os desejos.

No outro dia fiquei a tomar conta deles. Tinha que sobrar para mim. Logo eu, que a minha experiencia de puericultura se resume a tratar de gatos e pouco mais. As plantas não são assim lá muito felizes na minha casa e os meus peixes morreram todos de congestão. Bem, lá terá que ser.

Enquanto lia o meu livro sentada no sofá, o Bernardo estava entretido a ver desenhos animados. Por falar nisso, porque é que os desenhos animados de hoje em dia têm que ser todos "made in China"? Antigamente havia os pequenos póneis, o Dartacão, o Tom Sawyer, séries educativas. Agora, para onde quer que se olhe, só se vêem bonecos cabeçudos e de olhos esbugalhados, que têm todos os poderes do mundo incluindo aquele de matar com o olhar. Não me admirava nada de alguma dia ver o Bernardo a calçar socas de madeira, a querer comer arroz  chau- chau sentado no chão e a dizer "sayonara."

A Inês levou algum tempo a brincar com as suas boncas fashion. Sabem quais são? Aquelas serigaitas esfinafradas que estão sempre no topo da moda? No meu tempo brincava com as barriguitas. Eram pequenas, barrigudas e tinham um bibe que mal lhes tapava as nádegas. A sua única preocupação era brincar no balouço, andarem no cavalo de madeira e o seu máximo toque de beleza era de vez em quando terem o cabelo a cheirar a frutas. Agora as bonecas também se pintam, poem piercings e fazem tatuagens. Saõ magras e usam as roupas da moda. Assisti também ao casamento da Babie veterinária com o seu Ken. E pensei:"que vidinha entediante!" Durmiam na mesma cama, os dois de papo para o ar, davam uns beijinhos e depois lá ia a Barbie no seu "coche" cor de rosa, para a clínica atender os bichinhos, qual mulher independente. O Ken, esse labrego musculado, ficava na cama  o dia inteiro. Hummm...Não lhes dou muito para o divórcio.

Num passe de mágica, os dois vermezinhos pegam se á bulha. Num segundo o Bernardo etava a olhar para a tv e a seguir já estava a pisar com toda a fúria o ninho de amor da barbie. Coitado do Ken! Na semana da lua de mel e há logo um terramoto! Mas como é que o puto fez isto? Teletransportou se, como no Matrix? Descuidei me um milésimo de segundo a voltar a página e a pensar em todos os Kens que passaram pela minha vida e zásss!!!! Rebenta a 3ª guerra mundial mesmo á minha frente e eu não dei por nada. Hittler, deixa te estar onde estás, todo quentinho no meio do inferno, que tu ao pé destes dois diabretes és a Madre Teresa.

Já tinha os nervos á banda...Desejei ser um Pokémon para os fulminar. Talvez o Picatchu, que lança faíscas com o rabo. E então lembrei me:

-"Meus queridos funginhos, vamos fazer um jogo. Que tal?"

Tréguas. Ufff!

-"O jogo chama se "regresso ao passado." Tu regressas imediatamente aos tomates do teu querido pai. E tu Inês, transformas te num óvulo que vai ser eliminado na próxima menstruação. Pode ser?! 3, 2, 1...Já!!!"

 

 

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Quem não se lembra da famosa canção do Marco Paulo? Pois foi a pensar nela que me inpirei para revelar os meus segredos mais íntimos.

(Suspense)

Piadinha... Estava mais a pensar naquelas taras e manias que todos nós temos mas que quase não revelamos a ninguém. E não são as sexuais! As suprestições e os hábitos de cada um. E se os há!!!

Pessoas que entram em qualquer lado sempe com o pé direito(ou com o esquerdo. ou com ambos), que dão a volta ao quarteirão para não terem que se cruzar com um gato preto, as que não pousam a carteira no chão porque dizem que dá azar.

Uma amiga minha disse que todas as noites antes de se deitar, espreitava por dabaixo da cama. Mas o que é que ela está á espera de lá encontrar? O Brad Pitt de tanga ou o monstro das bolachas?

Há pessoas que calçam as meias uma vez para depois as voltarem a descalçar e troca las. Mas que raio de ritual macabro é este? Se estivessem atrasadas para o emprego ou a tentarem fugir da fúria de um marido encornado não tinham tempo para estas brincadeiras.

Há também quem diga que partir um espelo dá sete anos de azar. Por esta lógica de racíocinio, fico verdadeiramente feliz por ver que já só me restam para aí 3 ou 4 anos negros.

Na categoria das taras e manias também temos os arrumadinhos. Para eles, tudo têm que estar impecavelmente limpo, brilhante e simétrico. "Lava, lava, lava, esfrega, esfrega, esfrega com cheirinho a...sabão". A maior parte delas sofre de uma doença obcessivo-convulsiva. E isto é verdade, não é só publicidade.

Também eu, ser humano quase perfeito, sujeito porém ás vissitudes da vida tenho as minhas manias. Eu prefiro chamar lhes hábitos. Soa me melhor.

Tenho a mania...perdão, o hábito de fechar todas as portas e gavetas antes de durmir. Gaveta entreaberta por onde espreite um par de cuecas curiosas ou uma manga de camisola atrevida, é logo remetida para a sua insignificância. Portas abertas? Nem pensar! Dá me arrepios só de imaginar que posso acordar ao meio da noite e dar de caras com uns olhinhos diabolicamente brilhantes a espiarem me. Ao menos, se as portas estiverem fechadas, espiam pela fechadura. Peluches e tudo quanto tenha olhos, também se voltam para a parede. "Vá lá ursinho, imagina um quadro branco. Sentes te mole, com os olhos pesados. Agora dorme. Clic!Boa noite.".O despertador também não foge á regra. Viro o para a parede para não ter que acordar de noite, ver as horas e por me a pensar no quanto ainda posso durmir. O resultado: oriento me pelos buracos da persiana. Se estiver escuro é de noite e ainda posso durmir; se já houver uma luminosidade e ouvir passarinhos a cantar, é mau sinal. Eu sou assim... muito á moda antiga.

Mas a minha mania(hum!hum!) hábito favorito, aquele que ganha o óscar dos óscares pelo melhor desempenho, é o tique "enxota abelhas". Ainda estou para saber onde é que foi que aprendi isto, esta arte esplêndida afastar as abelhas de mim quando alguma se aproxima.

Imaginem a cena:estão na rua. Numa esplanada. Numa esplanada na praia, a ver um por de sol belissimo. Sentada na mesa ao lado está uma mulher com cara de réptil e ar aluucinado (sou eu). De repente levanta se a estalar os dedos e dá a desculpa:"humm...estava aqui uma ablha..."Completamente sãzinha de espírito, não? Será que eu penso que ao estalar os dedos as abelhas vão logo correr para a colmeia dançar o Malhão?

Sim, sim. Não sou perfeita. Eu sei. Mas há coisas piores. Há por aí muito boa gente com taras piores que as minhas. Eu por exemplo, adoro um bom filme de terror.Mas nunca os vejo á noite. Odeio pensar na possibilidade de estar no banho e chegar algum "Phsyco" de cutelo nas unhas e estranfalhar me os ossinhos. Pelo  que, pelo sim pelo não, sempre é melhor ir espreitando. Pode ser que lhe acerto com um esguicho de shampoo nos olhos.

Tenho pensado...Entre tantas taras e manias, aos menos as do Marco Paulo ainda não enlouqueceram ninguém. Prefiro essas.

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Morar sozinho é fixe! Muito cool! A sensação de independência, de termos a nossa vida e a nossa própria casa. Doce liberdade.

Quando era uma teenager (insconsciente, claro) imaginava me a dividir a casa com as amigas. As do coração. Como na série "Friends" em que vivem todos contentes e satisfeitos a partilhar quartos, cozinha e casa de banho e a entrar em casa uns dos outros sem pedir licença, de tão amigos que eram. Mas há medida que fui crescendo, apercebi me de que tinha uma necessidade territorial assim um bocadinho grande. Ninguém entra na minha toca sem ser convidado. Se fosse um animal, seria uma leoa em África, mijando aqui e ali para marcar território, esparramada debaixo da sombra de uma árvore a pintar as garras e ai de quando me desse o cheiro a intrusos no terreno! Auuuurrrr!

De facto, viver sozinho tem as suas vantagens. Podemos sempre andar nús e de peugas em casa (super fashion), não fazermos a cama durante um mês(até o colchão ganhar bolor), as refeições podem muito bem resumir se aos "4saltis" mandados á pressa para dentro de uma frigideira(viva a fast food!), o comando da tv não desaparece do sítio(magia) e não temos que baixar a tampa da sanita sempre que queiramos fazer xixi, pois o macho alfa-dominante neste caso não existe, ou se existe ainda não lhe permitimos o domínio do nosso território. Podemos também experimentar todo o tipo de indumentárias e maquilhagens sem corrermos o risco de alguém nos perguntar se nos perdemos do nosso circo.

Os meus amigos quando vão lá a casa, dizem sempre que tenho a mania das limpezas, assim um ligeiro complexo pano do pó/esfregona. Não sou propriamente a Gata Borralheira. Na minha casa os ratos não se transformam em cocheiros nem as abóboras em carruagens e nem a minha fada madrinha de dá um vestido de alta costura para sair á noite mas não gosto muito de viver no meio da dessarumação. O meu chão de casa está sempre tão brilhante que até dá para fazer sapateado nele e as cores dos tapetes já estão meio desbotadas de tantas vezes serem lavados.

Quando se vive sozinho não se dessaruma muito e sabemos sempre onde temos as coisas. Não temos maridos ou namorados a deixarem toalhas ensopadas em cima da cama ou cuecas pelo chão nem filhos montados no nosso jarrão da dinastia Ming. E aos domingos não temos que nos preocupar com o almoço de família, pois ele está ali mesmo:dentro do frigorífico á nossa espera.

Claro que nem tudo é perfeito. Morar sozinho também tem as suas desantagens. Quem é que alomba com os sacos das compras? Quem é que despeja o lixo? Nós!!! E quem é que nos resolve aquele pequenos problemas domèsticos que têm a ver com martelos, chaves de fendas, pregos e paafusos? E já agora, que mal pergunte, de onde é que raios saiu esta água toda assim de repente? E como é que a parva da dobradiça da porta se partiu e agora faz mais barulho que um porco em dia de matança? Faltou a luz?! Então e agora onde é que é o quadro?Pois é. É nestas alturas que só tenho vontade de ir correr para a igreja para me casar com um carpinteiro, um electricista ou um canalizador.

Confesso que tenho um amor quase platónico pelo homem do gás. Um homem que sobe três andares com uma bilha ás costas, só para eu poder tomar o meu luxuriante banho de imersão, bem que podia ser o homem da minha vida. Mesmo que essa subida tenha implicado antes uns quantos olhinhos de carneiro mal morto e uma vozinha de cristal:" Não me pode levar isso lá a casa? É que eu não tenho força...Válá! Vá lá! vá lá!" Um a zero, ganham as mulheres.

Morar sozinho também implica que podemos fazer a decoração da nossa casa á nossa maneira. Estilo art déco, manuelino ou rocócó. Como quisermos. Eu cá tenho a paranóia dos quadro. A minha casa qualquer dia pareçe o museu do Louvre. Martelo aqui, prego ali, esfolo além mas no fim fico feliz. Sim, missão cumprida! Prefiro martelar do que furar uma parede com um berbequim (por falar nisso, não acham que berbequim é nome de peixe? "hoje comi berbequins grelhados"). Nem tenho forças para segurar naquilo, que treme por tudo quanto é lado. E com a minha grande habilidade manual, ainda me aparafusava ao chão ou fazia uma trepanação em alguém.

E quanto ao carro? Aquele veículo de quatro rodas e um volante que nos transporta para todo o lado? Também tem as suas vantagens morarmos sozinhos e termos um carro só nosso. Primeira: sabemos sempre onde o estacionamos (exepto naquelas noites em que pensamos que fomos trazidas a casa pelo Kit); podemos ter os cds mais pirosos no porta luvas, para ouvirmos nos momentos de depressão a olhar o mar; o cinzeiro pode estar atafulhado de beatas de cigarro que ninguém se queixa e podemos fazer manobras perigosas sem que ninguém nos chateie(por exemplo, arrancar com o travão de mão ligado ou reduzir directamente de 5ª para 3ª). É o nosso grande amigo. Leva nos a todo o lado, de cú tremido, sozinhos ou acompanhados. Mas...e quando resolve dar problemas?

Em primeiro lugar, o que é isso de inspecção e revisão periódicas? Não sabia que os carros também tinham que estudar. Por isso, meu menino, vê lá se te aplicas na revisão da matéria para depois passares na inspecção. Pastilhas para os travões? Será que preferem Chicletes ou Gorila?Pneu sobressalente e macaco? Pensava que os macacos viviam nas árvores e comiam bananas. Não sabia que tinha um jardim zoológico no porta bagagens. E a parafernália de coisas que existem debaixo do capot? Tantos tubinhos, fios e cilindros com tampas. Tens sede? Bebe água. Talvez uma imperial de vez em quando não te faça mal.A única coisa que sei fazer no meu carro é meter lhe gasolina, rezando para que metade não me caia para os pés. Muita e de uma vez só que é para não ficar para aí apeada no meio de nenhures. Nem tão pouco sei fazer as contas ao que ele consome. Se adorasse contas, seria contabilista.Uma vez despejei lhe um frasco inteiro de limpa vidros para dentro. Se limpava os vidros de casa, melhor limpava os do carro. Andei 3 semanas a ver a estrada com neblina matinal.

E não adianta fazeres chantagem comigo, saxomobil, e acenderes aquela luzinha vermelha quando eu estiver a fazer a viagem da minha vida, porque o máximo que vais ganhar com isso é que um tipo suado e musculado te escarafunche as entranhas. E não vais querer isso, pois nõa meu querido? Bem me parecia. Por isso vai lá. Conduz me onde me guiem os meus pezinhos, o meu coração e a minha carteira e deixa te de tretas.

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Queridas fémeas, eis nos aqui reúnidas neste dia tão especial para falar sobre homens. Esses anormais, que de tão anormais quase  roçam o patológico.

Quem foi a mulher que nunca se apaixonou? Á primeira vista, ou á segunda, algumas demoraram anos  para se aperceberem do bater ligeiro e alegre do coração(míopes! hoje em dia ha lojas Multiópticas por aí aos montes!), mas qual de nós, mulheres, nunca suspirou perdida de amores por um marmanjo qualquer? Esse mesmo, aquele do olhar fatal, do corpo de Adónis ou da inteligencia de Einstein? Ai o amor! Bate o coração, tremem as pernas, a voz entrecorta se e tudo isto porque estamos apaixonadas.

No inicio, o amor é mesmo de cinema. Até os beijos.Lingua com lingua, abraços apertados, vamos nos fundir...socorro!Mas é tão bom!!O nosso romance actual é sempre melhor que o anterior (até porque o nosso ex é um grandessimo c...)e muito mais exitante do que o da amiga.Porque só ele sabe dizer as palavras certas, adivinha nos os gostos, apaparica nos de toda a forma e feitio. Alguns oferecem flores. Outros chocolates. Mas estas inteligências nunca pensam que uma mulher pode ser alérgica ao polén ou á chocolate.Devem pensar que os nossos neurónios se extinguem no momento em cheiramos uma flor ou comemos um chocolate.Grandessimos otários! Mas no fundo o que conta é a intenção. De flor em flor, de chocolate em chocolate, com mais alergias ou menos alergias, o certo é que nos chegam ao coração. E a outro lado também... Mas isto é outro assunto.

Mas os nossos queridos "moranguinhos silvestres", os nossos " inhos" pouco a pouco vão deixando cair a capa. É como se comprassemos um Magnum e de repente, só nos saisse o pau do gelado. Hei, onde está a textura aveludada que me faria ir ás nuvens só de provar? E o chocolate cremoso, com uma deliciosa base de leite que me faria ajoelhar a agradecer tamanho prazer?Mas antes não era assim... Prometeram nos o gelado e agora que nos alegremos porque o malfadado gelado derreteu. E o que nos sobra? Um pau...E não é um pau qualquer, nem dá para darmos uma cacetada a ninguem. Com sorte, ainda descobrimos maneira de arranjarmos as unhas com ele.

Estas especies raras, por vezes fazem nos pensar se não teremos regridido á época da pré história.Até um dinossauro tinha mais sentimentos. E no lugar do coração, nasceu lhes uma rocha, daquelas com gravuras do Neolítico e tudo. Eu já os batizei. Para mim existem quatro categorias:os brutosaurios, os machosaurios, os larilosaurios e os príncepeosaurios. Os últimos estão em vias de extinção. Os primeiros, por definição, são brutos por natureza. Qualquer coisinha é boa razão para nos darem um sopapo. "Ainda não fizeste o jantar?" Toma  aí que já ficas que barriga cheia. " A sopa é de feijão?" Toma aí, porque hoje queria caldo verde. Sem comentários.

Os machosaurios, são charmosos no inicio. Têm aquele charme latino,que tanto nos encanta. Um verdadeiro fascínio. Exelente gourmet e melhor amante."Cãrino mio..." Assim que sai do ovo, lá se vai o fascínio com os cães. Têm assim uma ligeira obcessão,uma ligeira paranóia com a nossa roupa e amigos. Nunca nada esta bem para eles. A mini saia, mesmo que arraste pelos pés é demasiado curta, as golas altas são moda obrigatoria em pleno verão, as cores da maquilhagem só as vemos no arco íris e ai de nós de nos apanham a "espichar" o olho! Podemos sempre alegar que somos estrábicas, que de qualquer modo, a paranóia é de nascença.

Os larilosaurios dispensam comentários.São uns queridos, autênticos "darlings", mas amigos, vocês não acham que a concorrência feminina já não é suficiente?

Os princepeosaurios estão em extinção. Esta espécie tão sublime e largamente aguardada durante séculos por qualquer mulher, está mesmo em vias de desaparecer. Onde estão os cavalheiros que nos abrem a porta do carro? Que nos empurram a cadeira para jantarmos? Que nos levam a ver um por do sol belissimo na australia e que nos fazem sentir umas princesosaurias? Por muito que procuremos, não adianta. Nunca vamos encontrar nenhum no seu estado puro(digo, com atitudes super, hiper mega românticas, ligeiramente misturado com  cenas de novelas que tanto gostavamos que nos acontecessem a nós). Não vale a pena. Os princepeosaurios estão a ficar cada vez com menos espaço.Abatem a floresta amazónica e espetam lhe com modelos girissimas á frente; destroem a camada de ozono e enchem a tv de futebol. Assim não ha quem resista.

Coitadinhas de nós, pobres mulheres de grande coração, espírito forte e carne fraca, temos que nos ir contentando com os batráquios de vez em quando dão á costa na nossa vida.

Passado a fase do amor hollyodesco, aparece o dramalhão de faca e alguidar. Eu sempre achei muito romântico queimar as fotos e cartas do nosso querido quando as coisas não correm pelo melhor. Tão á cinema, não acham? Na minha fúria cinematografica de me livrar de tudo o que dissesse respeito ao meu " queriduxo", um dia ia pegando fogo ás cortinas da cozinha.  Não foi o "inferno de Dante" mas foi quase. A partir daí resolvi que era melhor esperar pelas fogueiras de S.Joao.

Estes imbecis cretinos têm o dom de despertar (e desapertar) em nós todo o tipo de sentimentos. Bom com eles mas melhor sem eles? Quem foi que disse isto? Nao há mulher nenhuma que nunca tenha dito que "nunca mais" se voltaria a apaixonar. Poissssss....As mulheres têm memórias selectivas. Como nos partos. Doi muito na altura mas depressa se esquecem. E depois temos que ter em conta, que á sua maneira (muito, muito própria) também estas criaturas de dois pés e oito braços também têm os seus sentimentos. Ás vezes vale a pena dar lhes um bocadinho de atenção.

E quando o filme de amor vira terror então mandem lhe um bilhete:"querido, tás ali a ver aquelas hastes de veao?Pega lhes. São para ti. Assim quando chegar o Natal já estás disfarçado de rena."

sinto-me: Femininamente diabólica
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publicado por Carlita às 20:32
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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

É verdade! É apenas mais um dia igual aos outros...

 

 

 

publicado por Carlita às 21:38
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