...da forma mais inesperada...

Sábado, 25 de Novembro de 2006

Tenho pensado tanto acerca deste assunto e cada vez mais chego á conclusão de que as coisas só fazem sentido de uma forma. Agora dá me para as metafísicas, que hei de fazer?! Ando preocupada em conhecer melhor o mecanismo das coisas, os "comos e os "porquês", o "porque foi desta maneira e não de outra?", o que me trouxe até aqui e o que espera daqui por diante. Sim, eu sei que me devia preocupar com o aquecimento global, com o orçamento de Estado, com os milhões de criancinhas a morrerem á fome por esse mundo fora mas se eu não começar por entender o que está mais ao meu alcançe, como posso querer abranger situações sobre as quais não tenho controlo quase nenhum?

Já fiz a enorme descoberta de que Deus não se restringe a uma única religião, nem que escuta só aqueles que O adoram e que não está limitado entre quatro paredes dentro de uma igreja. Descobri que Deus está dentro de cada um de nós e que nós somos Ele e que se juntassemos todas as pessoas do mundo poderiamos ver, desta forma, as multiplas faces de Deus.Para quem foi criada a ouvir o que diz a Igreja, nada mal até agora. Auto descoberta. Dezoito valores numa escala de 1 a 20.Claro que nem toda a gente concordará,mas esta é a minha forma de pensar. Não concebo que quando alguém fale de Deus,olhe para cima. Porque não olham para baixo? Porque não dizem:"Deus lá em baixo olha por nós?" . É um sítio tão bm como outro qualquer. Mas não. Lá em baixo está o mafarrico com o seu tridente e as suas calças de cabedal, calçado com as suas botas "dêmode" pé de cabra. De modo que decidi que o sítio ideal para Deus estar, não era nem acima nem abaixo de mim, mas DENTRO de mim.

E os anjos? Ahhh esses estão á minha volta e falam me á consciencia e ao coração . É aquela vozinha que me adverte para qualquer perigo, a que me dá força quando tenho medo. Olham por mim e por toda a gente, porque toda a gente tem um anjo da guarda mas poucas pessoas os ouvem. Ou não querem acreditar que os possuem. É tão mais simples acreditar naquilo que é palpavel e se pode facilmente provar! É cómodo, os sentidos ficam realizados mas e por dentro? Como fica a nossa alma? Com um vazio a mais e uma sensação de não satisfação. E é desta maneira que muita gente leva a vida, sem se aperceber dos abalos que sofrem os alicerces da nossa alma. E um dia, quando forem velhinhas ou estiverem á beira da morte, vão se aperceber de que houve qualquer coisa que lhes faltou na vida. Não foi dinheiro, porque sempre viveram sem necessidade, não foi amor, porque construiram uma família, foi... faltou qualquer coisa que não sabem definir. Não escutaram porque os ouvidos delas não quiseram ouvir. Não pararam porque o tempo era curto. E no entanto, basta nos parar um pouco para escutarmos aquilo que os anjos e o nosso Deus têm a nos dizer.

Há sempre momentos na vida que são uma encruzilhada. Quando olho para trás, penso nas minhas encruzilhadas como uma paisagem: vejo os caminhos possiveis a seguir como as minhas alternativas. Uma clareira com várias opções de caminho: esquerda, direita, frente e retaguarda.Há caminhos que me pareçem mais faceis e bonitos. Outros são sombrios e tenho medo de os seguir. Acabo sempre por ficar sentada na clareira á espera de um sinal que me ajude a decidir (gosto de pensar  que nesses momentos estou a tentar ouvir o que me diz o Deus que trago dentro de mim).Invariavelmente escolho um caminho, quero o mais fácil, mas sou frequentemente levada a trilhar o mais dificil. Por "coincidências". É como se eu quisesse seguir o caminho mais bonito e brilhante de todos, aquele que tem as arvores mais bonitas com os melhores jogos de sombras e dou por mim a ir por aquele que eu não queria, aquele que assusta, do género floresta assombrada. Mas depois, quando consigo chegar ao final desse caminho, apercebo me, de que o caminho que me conduziu até aqui só podia ter sido esse, como se estivesse assinalado com uma seta a néon que eu não conseguisse ver na altura e só  me apercebesse dela depois.Fui conduzida pela mão de Deus e não me apercebi. Ele confortou me quando tive medo, amparou me de todas as vezes que caí e ensinou me que basta estar muito atenta a todos os sinais para seguir a vontade de Deus, que no fim de contas, é a minha vontade de ser feliz. E hoje sou feliz. Sei que percorri o caminho certo apesar de ter pisado alguns espinhos. Sei que os continuarei a pisar vida fora, mas alguém uma vez disse: "o caminho é feito ao andar" e para avançarmos temos que andar e não podemos ter medo.

Ás vezes também penso no que teria sido a minha vida se tivesse seguido pelo caminho mais fácil e deslumbrante. Teria sido melhor? Pior? Não sei e acho que nunca saberei.

Porque chegei aqui e como aqui chegei? Já tenho uma ideia mas não sei se será definitiva.

sinto-me:
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publicado por Carlita às 12:00
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006

Os homens nunca vão entender. É escusado. Pedir a um homem que entenda o porque de uma mulher gastar tanto dinheiro em bugigangas e coisas afins é o mesmo que tentar fazer entender o Papa  que os preservativos até são uteis e que não têm nada a ver com religião.

De facto as mulheres têm muitas manias. Adoram a sensação de uma coisita nova acabada de comprar, nem que seja um simples elastico para o cabelo.  O que a maioria dos homens não entende, é que a mulheres de hoje em dia (aliás, como todas as mulheres em todas as outras épocas) são literalmente escravas da moda. A mãe Eva inventou o primeiro biquini, quando pos três folhas de parreira a cobrir lhe o corpo. Em tons de verde alface para a estação Primavera-Verão e amarelo dourado para o Outono-Inverno. A partir daí foi o descalabro! A moda apareceu, inventada por um fulano qualquer que gostava de brincar com bonecas quando era pequeno, e as mulheres seguiram na até aos dias de hoje, acompanhando as diversas temáticas: corpetes que esmagam os ossos do toráx, soutiens que poem as mamas quase ao pé da boca, calças ao boca de sino, menos á boca de sino, mini saias que de tão minis davam um cinto, golas em bico (cuidado com os olhos), roupa em vinil que se se tem  o azar de lhes encostar uma ponta de cigarro, ola saco de plástico e muitas outras coisas. De facto as mulheres são escravizadas e torturadas pela moda. E por falar em moda, que ideia foi essa de inventarem as tanginhas? Um triangulo de tecido á frente, com uma tira atrás, que se está sempre enfiada no "tal sítio" e ainda por cima mais caras que as outras, as que têm mais tecido? A pessoa que inventou tal coisa, devia ser muito poupadinha.

Agora pareçe que uma mulher frequentar um ginásio também está na moda. Não entendo. Como se não se cansassem suficientemente no dia de trabalho, as mulheres ainda têm que ir dar o litro mais uma ou duas horas para o ginásio.  Se querem realmente ficar em forma, porque não vão trabalhar para as obras? Até já estou a imaginar depois a conversa: "ai amiga, sabes, quando estou no andaide, já consigo fazer cerca de 30 abdominais." ao que a outra responde:"grande coisa, eu já faço bicepes com quatro tijolos e trabalho os glúteos com dois sacs de cimento" Pessoalmente acho que a maioria das mulheres que frequentam um ginásio fá lo mais por sentimentos de culpa do que movidas pela extrema necessidade de se sentirem em forma. Aquele fim de semana inteirinho agarrada á caixa de chocolates, tem esse efeito.

As revistas de moda também foram uma péssima ideia que levaram as mulheres a entrar em guerras injustas. Bem podemos ler aquele artigo da "Cosmopolitan" que nos ensina aqueles truques fantásticos para ficarmos com uma pele de bébé, ou as dicas da "Activa" que dão uma ajuda na maquilhagem para ficarmos como a modelo da foto, que o máximo que vamos conseguir é olharmo nos ao espelho e desejarmos ter outra cara. É injusto!!!Ninguém pode competir com uma modelo escultural em que tudo lhe assenta que nem uma luvinha, em que os cabelos até cegam de tanto brilho, de pele de cetim sem uma única borbulha e com uns dentes que de tão brancos até pareçe que foram lavados com OxiAction. Por isso mesmo, uma mulher que seja no mínimo inteligente, opta por não comprar esse tipo de revistas, que em vez de a distrair e alegrar, fá la cair na mais profunda depressão.

Os homens não entendem que uma mulher tenha maior necessidade territorial no espaço dos armários da casa de banho .

INCOMPLETO

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publicado por Carlita às 23:00
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Há dias assim, desgraçadinhos de todo!Os chamados "dias de cão". Mas que digo eu? Há até cães com muita sorte. Num daqueles dias desgraçados ´nem me importava nada de ser o "lulu" de uma finória qualquer, sempre a vida me corria mais de feição e sem grandes preocupações.

Estes dias ocorrem sempre, pelo menos uma vez na semana. Começam de manhã cedinho(como se o dia não fosse suficientemente grande para termos arrelias nas 24h), quando o despertor toca.Boa..."Hoje era um exelente dia para não funcionares, querido". O emprego que espere, as pessoas que esperem porque hoje pressinto que a coisa não vai correr bem e ainda nem saí da cama. "Já me levanto...só mais cinco minutos."Grrr!!! O banho que acaba com água fria e a torrada que vira carvão também não agouram nada de bom.

É típico: o salto que parte a meio do caminho, o "ups, esqueci me do gás ligado!", o café que chega frio á mesa e  o olhar para aquelas pessoas que ao lado estão todas bem dispostas (como é possivel?) não contribuem nada para a nossa felicidade pessoal, que nesse dia, no tal dia desgraçado está contabilizada abaixo de  zero. Depois é chegar ao emprego e dar os típicos bons dias aos colegas, que nesse dia, por embirrancia até acordaram todos "frescos e fofos", cheios de  energia "Galp". Mas será que ainda não se aperceberam que HOJE é o tal dia macabro? Desamparem me a loja e deixem me a molecula em paz!

Eu cujo trabalho é lidar com pessoas diferentes todos os dias, uns com mais maleitas,outros fazendo uma tragedia grega de uma vulgar constipação ("temos que ter cuidado que anda para aí a gripe das galinhas"), pensando sempre que uma qualquer dor no peito é sinal de enfarte  eminente, proeminente e evidente, tenho que me moer toda por dentro para não mandar aquela gente toda ás urtigas. "Sim, sim dona Maria, está tudo bem consigo"( quem me dera estar na minha caminha e não ter que te aturar), "Sr manuel, tem que ir antes registar o exame, so depois pode vir aqui (mas esta gente tirou o dia para me azucrinar?), "Agora,sr Joaquim,  vai ter com a sua médica"( e o que é que eu tenho a ver com o facto de a "criação"ainda não ter comido,homem?). É certo e sabido que nesses dias as dificuldades são sempre acrescidas.Vêm os surdos, os menos surdos, os que se andam bem, os que andam assim e os que não andam nada, os que reclamam por dá cá aquela palha, os faladores que engoliram o rádio de manha e não se lembram, os...os.. os... Por acaso até gosto bastante daquilo que faço, mas nesses dias de cadela, apetecia assim  camuflar me no meio ambiente, tipo camaleao e não estar para ninguém.

É nesses dias que quase atropelamos alguém, que quase somos atropelados, que vamos ás compras e já não há o que queremos, que nos magoamos no ginásio, que nos vem o período e não temos tampões, que se acaba o nosso perfume favorito, que vemos o correio e apercebemo nos que temos milhentas contas para pagar e que o nosso gato nos comeu a comida do jantar. É como a lei de Murphy : "se algo tem que correr mal, correrá mal".Este Murphy também era um pessimista de todo o tamanho, benza-o Deus! Tenho cá para mim que o homem devia ter mais do que um dia desgraçado por semana, senão como explicar que o pão com manteiga caia sempre voltado para baixo? É muito azar! Ainda por cima sempre em cima da carpete mais cara! Eu também tenho uma lei dessas, é a lei das facas do talho: "as facas dos talhantes cortam sempre muito melhor do que as de uma dona de casa, por muito afiadas que estejam.". Esqueci me de dizer, que no tal dia X, é melhor nem pegarmos em facas para tirarmos a gordura a uma peça de carne, ou arriscamo nos a comer um bifinho tirado do próprio dedo.

Graças a Deus que os dias só têm 24 horas e pelo menos oito (segundo os especialistas), são para estarmos com os olhinhos fechados.

Deitamo nos, ainda com a cabeça a fervilhar e os nervinhos em frangalhos e pensamos:"amanhã é outro dia".

 

sinto-me: num dia desgraçado
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publicado por Carlita às 23:00
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